<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244</id><updated>2011-04-22T01:26:52.344-04:00</updated><title type='text'>Janja´s Hell</title><subtitle type='html'>Vai ver se eu tô no pindas!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://janjas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-115807013137101800</id><published>2006-09-12T10:03:00.000-04:00</published><updated>2006-09-12T10:08:51.403-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Falar ou não falar, essa é uma questão chata pra caramba na minha vida. Porque se não falo, na minha neurose, acabo achando que todos estão notando que até aquele momento não falei nada e que se falasse chamaria enorme atenção. E é claro que isso é uma bola de neve, chega ao ponto de não conseguir falar nada em uma turma por um semestre inteiro, levando isso para o outro semestre onde conheço as pessoas apenas de vista e morro de medo de encontrá-las nos corredores da PUC porquê não sei se falo  e se não falo me sinto um covarde, como se as pessoas estivessem dando risinhos bobos quando passam por mim. "Olhem só, aquele menino que não fala nada". E o mais engraçado é que normalmente nas CNTP eu falo PACA. Sou até bastante comunicativo comparado à imagem que fico achando que tenho. Mas é aquela coisa, tenho medo de gente e enquanto não me sinto perfeitamente a vontade não acho necessário interferir no ambiente, gosto é de ficar observando até me sentir seguro a intervir. Dá nisso, acabo achando que de tanto observar todos vão notar e olhar com medo um cara que nunca se manifestou. Se nunca disse nada, o que falar agora vai ser o discurso do século, há de ser algo perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-115807013137101800?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/115807013137101800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/115807013137101800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/09/falar-ou-no-falar-essa-uma-questo.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114973783243936601</id><published>2006-06-07T23:31:00.000-04:00</published><updated>2006-06-07T23:37:12.523-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que essa merda diz que quer é a maturidade, que todos sejamos valiosos membros evoluídos da sociedade. Mas o que eles querem de verdade é o contrário. É a imaturidade, a futilidade, a limitação. Concede-se alguma surpresa ou novidade de vez em quando, mas não é da vontade deles. O que eles querem é fórmula, repetição. A própria sensação de ser diferente efetivamente é induzida e, mesmo assim, só é tolerada quando a diferença é tão pequena que pode ser desprezada. Se se optar pelo amadurecimento de verdade é imprescíndivel o isolamento, a solidão, o distanciamento.&lt;br /&gt;Queme stiver lendo isso deve estar pensando: "Esse rapaz aí se acha único, mais inteligente, mais maduro que os outros, isso é uma grande prepotência". Vocês, pensadores de plantão, estão enganadíssmos, nunca estiveram tão engandados na vida, perderam o rumo, podem desistir de tudo e estourar o próprio cérebro que fariam um grand eserviço à humanide. Pois o que penso é exatamente o contrário. Eu, de tão imaturo e criança que me fizeram ver quera vida agora, sempre me esforcei demais para evoluir, crescer, ser um cara que entende, pensa em tudo.&lt;br /&gt;Eis que finalmente estou evoluindo. Mas vejam só, evoluindo para baixo. O que me traz felicidade e satisfação e me faz sentir finalmente um membro da sociedade  é exatamente esse caminho sem fim rumo à mediocridade, rumo ao mundo das pequenas diferenças, da tolerância ou até indiferença total ao próximo. A evolução que tanto ambicionei e que gastei tanto tempo na vida é no fundo ser só mais um que não acrescentará nada ao mundo. Tudo fora disso é burrice, infantilidade, não querer crescer, um atraso no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114973783243936601?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114973783243936601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114973783243936601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/06/o-que-essa-merda-diz-que-quer.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114903754192769037</id><published>2006-05-30T20:58:00.000-04:00</published><updated>2006-05-30T21:13:28.606-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O relaxamento total e completo, em vida, é impossível. Ele impede-se a si mesmo. A não ser que o ser humano conseguisse não viver em sociedade, não se alimentar e não se angustiar com as limitações de seu corpo. Assim, sendo um Deus, na verdade O DEUS, ele poderia entrar num estado de relaxamento eterno e infinito ( o que é provavelmente o que Deus está fazendo, nós somos o inconsciente, os sonhos de Deus). Nós, pobres mortais em sociedade, até poderíamos atingi o mesmo relaxamento por um brevíssimo período, mas e aí? Relaxados não podemos ter quaisquer relações sociais e tampouco objetivos de vida, já que já foi atingida a plenitude. Então para quê relaxamento se é o mesmo que encerrar a própria vida? O que temos que buscar na verdade é uma angustiazinha suportável. Uma inquietude, às vezes leve, às vezes pesada, que nos leve a estar constantemente motivado a conquistar algo mais que nos induziria a um falso relaxamento, que na verdade tem de ser outra perturbação, outro objetivo e por aí vai.&lt;br /&gt;Relaxamento e satisfação já atingi quando era bebê e já cheguei perto quando era adolescente. Mas foi, paradoxalmente, um dos piores momentos da vida, quando eu, estando estagnado e sem objetivos, me vi sendo cutucado e mais tarde queimado pela vida em sociedade, que me exigia força vital. Me espetaram tanto que finalmente entendi que deve-se objetivar a próxima angústia, se se quiser ser realista consigo mesmo. Felicidades são momentâneas e só por isso mesmo podem ser felicidades. A não ser que sejamos deus, é claro. O único meio de ser "feliz" é aceitar tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114903754192769037?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903754192769037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903754192769037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/05/o-relaxamento-total-e-completo-em-vida.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114903709690431197</id><published>2006-05-30T20:55:00.000-04:00</published><updated>2006-05-30T20:58:16.906-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu e tudo estamos tão calmos hoje que, logo, vai dar merda. Alguém com certeza está de tocaia em algum canto de parede e, não demora, me assustará e me levará ao desespero com mais alguma novidade angustiante.&lt;br /&gt;    Me acalmei e me livrei de todo ressentimento e tristeza rápido demais. Isso não pode estar certo, falo sério. Estou a lhes dar uma profecia. Não tarda e os fantasmas logo se apossarão do meu futuro. Os meus abutres internos nem tiveram tempo de se divertir com a carniça, coitados. Em algum canto sombrio, está lá, de machadinha na mão esperando para esquartejar meu pobre e inocente estado de espírito. A serenidade sangrará ralo adentro. Vocês verão. Não demora, não demora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114903709690431197?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903709690431197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903709690431197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/05/eu-e-tudo-estamos-to-calmos-hoje-que.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114903691396154252</id><published>2006-05-30T20:49:00.000-04:00</published><updated>2006-05-30T20:55:13.973-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou me conhecendo mais. Essa solidão libertadora e angustiante me faz ver que eu posso sim lutar contra essa timidez maldita. Finalmente entendo o processo real. É tudo uma questão de excesso de vaidade aliado ao desejo de ser autêntico, além do desligamente da realidade e introspecção, é claro. Quando me sinto confortável ou quando isso passa a nem ser mais questionado, a intervenção no mundo passa a ser uma coisa natural. Quando reprimo esse impulso, seja por vergonha ou temor de exposição, acabo me sentindo um covarde e regrido ao papel de uma criancinha que depende imensamente de outros. E então, quando não consigo na primeira tentativa ainda penso em fazer uma segunda vez, mas com ainda menos força. Quando finalmente decido que não consigo mesmo, me sinto um incapaz e, a partir daí, todo e qualquer esforço de vencer a timidez se torna um martírio torturante.&lt;br /&gt;Quando consigo suplantá-la, ainda que no décimo quinto pensamento, passa a haver uma sequência positiva de relaxamento e extroversão. Mas quando, por algum motivo, reprimo novamente um impulso por covardia ou, pior, por nenhum motivo aparente além da constatação de que sou tímido e não estaria mais sendo se executasse o ato planejado, me sinto novamente um bebê fraco, sem recursos e capacidades para fazer o que quer que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114903691396154252?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903691396154252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903691396154252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/05/estou-me-conhecendo-mais.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114903653587968143</id><published>2006-05-30T20:46:00.000-04:00</published><updated>2006-05-30T20:48:55.890-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje sonhei que pintavam na minha cara o símbolo do Vasco e um bigode do Hitler. E no Pedro também. Alguém ia nos contar quem tinha feito aquilo e aparentemente era bastante óbvio, mas aí acordei de verdade. Digo de verdade porque antes tinha "morrido" no sonho, caindo do céu com um carro que alguém que o estava dirigindo foi embora. O carro ia caindo, caindo, mas eu não acreditava que morreria e não sentia medo algum. Debochando da morte, quando realmente "morri" efetivamente no sonho, "acordei" dentro do próprio sonho como se tivesse acordando mesmo, ainda que com os absurdos símbolos da torcida do Vasco pintados ao lado do bigode do Hitler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114903653587968143?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903653587968143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114903653587968143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/05/hoje-sonhei-que-pintavam-na-minha-cara.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-114896407958111678</id><published>2006-05-30T00:39:00.000-04:00</published><updated>2006-05-30T00:41:19.596-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que loucura isso. Recuperei o meu pior blog de todos e o mais esquecido de todos os tempos. Quem me dera conseguir recuperar os outros, mais importantes e mais bem escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvem a deus, isso salvará vossas vidas. Essa é a minha mensagem divina de hoje. Nada como uma fézinha para recuperar nossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-114896407958111678?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114896407958111678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/114896407958111678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2006/05/que-loucura-isso.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-109782194354198773</id><published>2004-10-15T02:10:00.000-04:00</published><updated>2004-10-15T02:34:51.390-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; A ILHA DO DIA ANTERIOR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pra quê temer a morte? Eu não a temo diretamente, temo sim a dor dela. Porque depois de morrer eu não vou mais existir (ou vou, mas isso é outra discussão) e não terei mais dor e sofrimento algum, simplesmente deixarei de existir. Então qual o grande medo da morte? Porquê os seres humanos se apegam tanto em viver? Eu não tenho medo nenhum de andar de avião não porquê eu não ache que o avião possa cair e sim porque se cair eu vou deixar de existir e provavelmente será indolor e nunca saberei realmente o que aconteceu. Verei a minha existência sumir e não me resta outra opção a não ser aceitar isso (a não ser que inventem a tempo a pílula da imortalidade ou que eu faça um pacto com Hades, Lucifer, Deus ou seja lá como queiram chamar o ser provavelmente inexistente). O fato é que enquanto eu estiver vivendo quero continuar vivendo, mas se a situação for inevitável (como um avião caindo) não posso fazer muita coisa além de aceitar a precocidade do destino. Rubem Fonseca já dizia "O ser humano nasce, fode e morre" e é pra isso e só pra isso que estamos aqui, procriação. Talvez nós atinjamos um nível de existência em que a morte se torne algo superficial, mas ainda acho que devemos tentar cada vez mais encarar o futuro como algo passível de comemoração. Chegou a hora do outro, bom para ele, sorte a dele, vamos comemorar tudo que ele conseguiu ser para nós na vida dele e continuemos vivendo na ilusão que isso nunca acontecerá conosco. E é melhor assim mesmo. Sobreviveremos muito melhor se achar que somos imortais, que todo momento é eterno e todas essas baboseiras...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-109782194354198773?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109782194354198773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109782194354198773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/10/ilha-do-dia-anterior-pra-qu-temer.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-109491319986128639</id><published>2004-09-11T10:23:00.000-04:00</published><updated>2004-09-11T10:37:03.123-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; O FIO DA NAVALHA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lendo meu próprio blog às vezes eu me impressiono. Tento me colocar como um intruso que não conhece o dono desse blog e que está lendo-o apenas com a pretensão de lê-lo. Então eu me impressiono e me bate uma daquelas sensações de "João, você é foda!". Mas logo eu paro, revejo o raciocínio e penso "Não, não é possível, não faz sentido.". Leio os textos postados de novo e mais uma vez me impressiono. Com a auto-estima ainda lá embaixo eu me pergunto "Como eu posso ter escrito isso?" e logo depois me ponho pra baixo de novo "Nada João, você só gostou porquê você acaba se identificando com você mesmo.", o que parece ser a teoria mais provável. Mas ainda assim me volta a dúvida "Será que afinal eu escrevo bem?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente não tenho tido dúvida: eu não dou pra isso. Por mais que talvez fosse um sonho muito distante eu ainda tinha a esperança de que um dia a sabedoria cairia sobre mim e eu passaria horas e horas, talvez até dias, escrevendo sem parar freneticamente e um livro sensacional, um clássico, um sucesso, uma genialidade cairia espontaneamente de mim. Eu aprendi com a vida que nada acontece assim e que milagres não acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente nas últimas semanas tenho lido tanto jornal, tanto livro, tantos textos que quase consigo ver de volta o sonho no fim do túnel. Devo estar ficando maluco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-109491319986128639?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109491319986128639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109491319986128639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/09/o-fio-da-navalha-lendo-meu-prprio-blog.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-109388063973168390</id><published>2004-08-30T11:32:00.000-04:00</published><updated>2006-09-12T10:09:57.300-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faculdade, sinceramente, agora, não é meu objetivo final. Minto, é sim meu objetivo final. Mas não é a minha vontade. Queria aproveitar todas as minhas tardes tentando dissipar um pouco a minha ignorância. Queria vagar pelo mundo, ou até para ser um pouco mais humilde, pela lagoa, pelo humaitá, pela gávea, sem responsabilidade alguma. Apenas com a responsabilidade aprender sobre o mundo, de obter a maior quantidade de conhecimento possível em uma folha da árvore ou numa garrafa d'água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-109388063973168390?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109388063973168390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109388063973168390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/08/faculdade-sinceramente-agora-no-meu.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-109292921120523905</id><published>2004-08-19T11:23:00.000-04:00</published><updated>2004-08-19T11:26:51.206-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como diria o velho sábio "O que parece óbvio, obviamente não é"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-109292921120523905?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109292921120523905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109292921120523905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/08/como-diria-o-velho-sbio-o-que-parece.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-109107691501894873</id><published>2004-07-29T00:39:00.000-04:00</published><updated>2004-07-29T01:27:59.016-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;MONGÓLIA&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Não tem nada a ver com modéstia. Mas o fato é que parece que ou eu não sei mais ou não tenho mais vontade de escrever em blog, agora só o que me vêm à cabeça é ficção. Imagino um diálogo entre dois mendigos que seria um começo de uma história. Imagino a continuação da história do Rodrigo, O jabuti. Podia até começar a escrever uma e botar aqui, mas prometi a mim mesmo que nunca mais faria isso. É ruim, decepcionante, depreciante, enfim horrível botar uma história aqui. O veículo não é bom sabe? Ninguém tem saco para ler, todo mundo dá uma olhada, vê que é grande e desiste, ou então lê o suficiente para poder deixar algum comentário. Eu sei disso porque eu faço isso. Quando entro num blog e vejo aqueles textos monumentais, escritos por alguém com o cérebro dilatando e com as mãos tremendo, loucuras, devaneios, enfim, logo desisto. Pego o último parágrafo e deixo um recado engraçadinho e normalmente provocador nos comentários. Afinal, não é meio que para isso que serve um blog? É pra ser meio que um diariozinho bobo e uns loucos por aí tentam tornar num veículo sofisticado e de textos eruditos(Veja bem, não faço parte, não faço parte. Estou aqui por um mero acaso).&amp;nbsp;Ora essa e nós, nobres e impacientes mortais, temos que ler tais monstruosidades? Eu voto que não e é por isso que não quero nem exijo e muitas vezes nem peço que leiam os textos que eu punha aqui. Pois e por isso mesmo, eu botava e esperava comentários gloriosos, elogios escabrosos ou até críticas construtivas decentes, mas me decepcionava com quase zero de comentários e em vez de pensar que ninguém tinha lido, achava que havia escrito uma porcaria e que era melhor eu desistir de tudo no mais alto grau de insegurança visto na história da Via Láctea (Afinal, sou libra com gêmeos). Pois se sou ruim ou se sou bom não vai ser num blog de meia tigela como esse que vou descobrir. De qualquer maneira, ele continua de pé, firme e forte até que um novo lapso de inspiração bloguística se abata sobre mim. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Janja ouvindo&lt;i&gt;- The old and great Ludwig Van&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-109107691501894873?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109107691501894873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/109107691501894873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/07/monglia-no-tem-nada-ver-com-modstia.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108837549819289633</id><published>2004-06-27T17:57:00.000-04:00</published><updated>2004-06-27T18:31:38.193-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;E O TEMPO VAI PASSANDO...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estou empolgadíssimo para ler os últimos dois dos principais livros do Rubem Fonseca que faltam, eles estão bem aqui na minha frente olhando pra mim : "Agosto" e "Vastas emoções e Pensamentos Imperfeitos". Acontece que primeiro eu queria acabar o doistoiévski de 500 e caralhada páginas. O que fazer? Ler ao mesmo tempo? Cheguei numa época de leitura na minha vida que comecei a perceber que isso podia me fazer mal. Não necessariamente mal, mas bem não faz. É tipo ver como eu fiz com filmes. Vi no mesmo dia Dr. Strangelove, depois 2001 e logo depois fui ao cinema ver Senhor dos Anéis 2. O que aconteceu? Odiei o Senhor dos Anéis, odiei mesmo, sem frescuras. Do início ao fim, achei uma falta de bom gosto, uma sacanagem que fizeram ao simplesmente inventar um monte de coisas dentro do filme. Cenas inteiras, personagens e até mudar a personalidade de alguns. Mas quando vi de novo o filme eu gostei, e pior quando vi mais uma terceira vez eu adorei. Tenho medo de estando lendo Doistoévski e Rubem Fonseca ao mesmo tempo um acabe ofuscando o outro e um ou outro livro passe batido na minha vida como se não tivesse importância alguma, mesmo sabendo do valor daquela obra. Aí quando me perguntarem mais tarde o que eu achei de tal livro, eu vou dizer "Eu gostei". E se rolar uma discussão sobre ele o sentimento que vai bater sobre mim é aquele "Tenho que lê-lo de novo". Na minha vida, perco mais tempo relendo os livros do que perderia se os tivesse lido com muito mais cuidado. Ainda assim, quero ler os dois. O que fazer hein?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108837549819289633?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108837549819289633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108837549819289633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/e-o-tempo-vai-passando.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108756189977443146</id><published>2004-06-18T08:13:00.000-04:00</published><updated>2004-06-18T11:35:29.503-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A CIZÂNIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fazendo sucesso ou não, esse meu cantinho e meus outros cantinhos (lê-se blogs) são a única coisa que me prende à não me desligar absolutamente da internet. Cansei sabe? Não que tenha acontecido algo especifícamente com a internet diretamente, mas eu ás vezes me pego pensando no que isso acrescenta na minha vida. Nesse tempo que eu tô na internet eu podia bem estar fazendo caminhadas homéricas por aí, podia estar lendo livros e fazendo trabalhos pra faculdade frenéticamente, lendo jornais, escrevendo coisas, encontrando e conversando com pessoas de verdade. Porque isto tudo é uma ilusão. O que é um Msn, um Icq? Uma proteção, uma bobagem. Sim, porquê pra mim é muito fácil conversar através das letras e sem precisar me expor fisicamente, emocionalmente. Muito fácil, muito cômodo. Não preciso chegar, dar oi, fazer caras e bocas, fazer pose e ainda posso desligar ou simplesmente ignorar quando me for mais cômodo. Não preciso me expor ao eterno ridículo. Posso sempre encontrar com as pessoas do dia-a-dia ou não em uma sala particular onde só estamos eu e ela. Onde posso falar diretamente sem a possibilidade de ruído, onde nos trancamos em vários quartinhos ao mesmo tempo, com várias pessoas diferentes. Não é legal isso? É exatamente esse o problema, ser legal. Imagine, uma relação em que eu não preciso entoar minha voz bobona, em que nenhum ponto de vista pode ser interrompido, escreve-se tudo de uma vez até o final, onde a exposição ao ridículo é insignificante, indiferente e onde, principalmente, as pessoas não vão te julgar inicialmente pela sua aparência (talvez pelo seu nick). Mas vêem, vêem como é cômodo pra mim? Eu podia ficar para sempre nessa vida de bebê virtual, Msn, cama, msn, comida, msn, tevê, msn, cama. Mas não vou, não vou. Vou mudar, vocês vão ver. Não que eu vá deixar de ser tímido e coisa e tal, só quero aproveitar melhor agora que eu finalmente entendi a existência e a pressa de algo que nem me passava pela cabeça: a próprio tempo em si por si próprio em si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108756189977443146?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108756189977443146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108756189977443146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/ciznia-fazendo-sucesso-ou-no-esse-meu.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108747709724244833</id><published>2004-06-17T08:55:00.000-04:00</published><updated>2004-06-17T09:00:28.013-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;CRIAR É MAIS IMPORTANTE QUE SER FELIZ&lt;i&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108747709724244833?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108747709724244833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108747709724244833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/criar-mais-importante-que-ser-feliz.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108730106577187776</id><published>2004-06-15T07:55:00.000-04:00</published><updated>2004-06-15T08:07:14.693-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; SONHO ANTIGO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Esse é um sonho meu que eu achei anotado aqui meio que por acaso (o acaso é discutível). Nessa época eu tinhas duas grandes angústias, hoje uma delas está resolvida.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei que estava recomeçando a Puc de novo. Eu não estava nervoso, consegui participar ativamente de todas as aulas, encontrei um montão de gente, os professores me adoraram e todos meus amigos faziam PUC também. Bebel faltou porque estava viajando.&lt;br /&gt;A PUC era um negócio muito estranho, cheio de dormitórios (eu ganhei um só pra mim, disseram que era por causa de minhas ótimas notas). Tinha uns computadores nas salas e numa aula de Geografia aprendemos sobre táticas de futebol depois da aula. Na aula de Inglês eu fui o único que fiquei. Mentira, uma outra garota ficou e ela disse que tinha vindo a todas as aulas, mas o professor disse que era mentira.&lt;br /&gt;A PUC era toda rodeada de favelas, mas eram favelas pacíficas, era tudo muito grande!&lt;br /&gt;No segundo dia, um professor que todo mundo odiava gostou de mim e meus amigos ficaram impressionados. Desci para um pátio e encontrei a Bebel que tinha voltado de viagem. Ficamos conversando um pouco quando chegou um João (não era eu) com um jeito galã, puxou a mão dela com delicadeza e disse "Vamos Bebel" e ela me olhou com uma cara de pena e foi. Foi bem do nada isso, no meio da conversa, por isso fiquei mais mordido ainda. Fiquei o resto do sonho inteiro e Bebel nunca mais apareceu. Depois eu me perdi por um tempo nas favelas que envolviam a PUC e quando estava num estacionamento estranho acordei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108730106577187776?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108730106577187776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108730106577187776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/sonho-antigo-esse-um-sonho-meu-que-eu.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108727731704366117</id><published>2004-06-15T01:27:00.000-04:00</published><updated>2004-06-15T01:28:37.043-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;SUICÍDIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Frank pegou o carro e acelerou ao máximo. Sua vida era uma merda e nada mais importava, iria a um bar qualquer e encher a cara, mas precisava chegar o mais rápido possível, não agüentava mais um segundo daquela angústia. Foi quando estava em um viaduto cercado por montanhas e o mar que pensou : “É isso, é agora, estou eu aqui e um acelerar e uma virada de volante e tudo se acaba. A angústia vai embora, vou direto no penhasco e não vou ter mais como voltar atrás. É tudo tão simples. Quando apontar o carro pra lá e ir na velocidade máxima não haverá ninguém me censurando, ninguém me julgando, sou eu e o abismo. E quando chegar na ponta vou ficar com muito medo, mas aí não vai ter volta. Saio desse mundo idiota, hipócrita e injusto para viver eternamente em algum lugar ou simplesmente deixar de existir, para assim nunca mais sentir dor alguma na existência eterna. Sentado na eternidade vou observar todos os outros sofrendo e vou rir das caras deles, eu não precisarei mais daquilo, eu já terei me salvado. Poderia também ver as caras de todos no meu funeral e decidir quem chora melhor ou pior, quem realmente gosta de mim e quem finge, ou pior, poderia observar e rir da incompetência de alguns para chorar, de toda pressão e orgulho que o mundo os impõe que eu não precisarei mais pois ter me livrado de uma vez por todas de tudo isso. É isso, eu vou! Graças a Deus, adeus mundo! Adeus sofrimento! Adeus idiotas!” Virou um pouco o volante do carro quando viu uma placa informando “Retorno a 100 metros”. Sem pensar continuou reto e pegou o primeiro retorno, voltando para casa calmamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108727731704366117?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108727731704366117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108727731704366117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/suicdio-frank-pegou-o-carro-e-acelerou.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108632570306384571</id><published>2004-06-04T00:47:00.000-04:00</published><updated>2004-06-04T01:08:23.063-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; FINAL DA PRIMEIRA PARTE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensando duas vezes Andreas pegou seu carro e partiu sem direção. Na sua cabeça fluíam pensamentos e imagens sem aparentemente significado algum. Dirigia seu carro na direção que seu coração mandava. Assim o fez por cerca de quatro horas, dando diversas voltas na cidade. Quando se deu conta, o álcool já estava na metade da reseva. Parou para abastecer e refrescou, finalmente, sua cabeça bebendo uma cerveja e comendo um sanduiche. Notou que já era noite e que, talvez, não tivesse sido justo com Arzum. Talvez, só talvez, o fúnebre homem estivesse dizendo a verdade, por mais absurda que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se acalmar e ordenar o pensamento, decidiu voltar para casa. Encontrava-se muito distante. Vinte minutos depois quando já estava relativamente perto sentiu um pavor crescente. Pavor este que aumentou consideravelmente ao ver um homem com uma metralhadora chegar atirando contra seu carro. Acelerou o máximo, mas o homem acertou seus dois pneus frontais. Ainda tentou continuar quando o automóvel recebeu um impacto tão forte que explodiu e capotou, girando diversas vezes sobre seu eixo e caindo de ponta cabeça causando um estrondo enorme. Mesmo assim, Andreas quebrou a porta do carro com um chute e saiu correndo com apenas alguns arranhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mente era puro instinto, só queria saber de correr, mas mesmo assim não conseguia entender como sobrevivera àquilo. Logo lembrou-se do que dissera Arzum : tinha um metabolismo três vai vezes mais rápido que um ser humano comum, consequentemente era mais ágil e seu corpo recuperava-se muito mais rapidamente. Então Arzum tinha razão, quando se livrasse dos tiros que lhe perseguiam iria se desculpar com ele. Andreas olhou para trás e viu três homens o perseguindo com fuzis e um com uma mini-bazuca. Mas ele corria o mais rápido possível para qualquer direção. Seu pensamento movia-se entre o sentimento de culpa para com Arzum e o instinto de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por mais que corresse ouvia ainda atrás de si os tiros e as explosões. Foi então que percebeu aonde seu instinto o estava levando: ao cemitério! Sim, o mesmo cemitério dos vampiros em que havia "esbarrado" com Arzum e quebrado seu cajado. O mesmo que Arzum havia praticamente lhe ordendado a busca de seu poderoso pedaço de madeira. Então seria Arzum o culpado de tudo isso? Estaria ele o obrigado a se refugiar no cemitério por causa dos atiradores? "Que se dane! Se é isso que ele quer, é justamente por isso que não vou... ai!" Andreas sentiu uma pontada forte na região inferior das costas. Fora atingido. Sua dor foi tanta que por alguns segundos perdeu os sentidos, mas quando os recobrou, todos os seus oponentes estavam atirados no chão completamente carbonizados. Teria ele feito aquilo? Como? Pelo menos estava salvo não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena na frente do cemitério era aterradora. Carros explodindo, outros pegando fogo. Pessoas gritando, pedindo por socorro. Andreas encontrava-se estático sentindo-se salvo e incapaz de um movimento sequer. Eis que, então, sentiu mais duas pontadas, dois tiros. Um na barriga e outro na perna. O impacto fez seu sangue espalhar-se por todo lado. Virou-se rapidamente, tentou fugir mancando, lutando por sua vida quando o acertaram mais uma vez, dessa vez no ombro. Urrando de dor, entrou no cemitério achando que naquela escuridão ninguém poderia lhe acertar. Ledo engano, acertaram-lhe mais uma vez na coluna. Não pensava em mais nada. Concentrava toda sua energia em fugir, mesmo que com muita dificuldade, e em suportar a insuportável dor. Foi atingido novamente na mesma perna e assim percebeu o inevitável. Iria morrer. Virou-se para trás e viu, muito ao longe, um homem de sobretudo e barba mal feita em cima de um prédio com um rifle empunhado. Reconhecera de imediato seu algoz. Era o mesmo que havia sequestrado seu chefe e emitia uma energia muito forte de si. Já praticamente inconsciente, Andreas conseguiu olhar em seus frios olhos e entrar em sua mente. Neste último momento, no qual as últimas balas se encaminhavam para acertar seu pescoço e coração, Andreas não viu sua vida passar pelos seus olhos. Viu a de seu algoz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108632570306384571?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108632570306384571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108632570306384571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/final-da-primeira-parte-no-pensando.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108631782483116380</id><published>2004-06-03T22:44:00.000-04:00</published><updated>2004-06-03T22:57:04.833-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A VELHA MALUCA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tentei começar a ler Crime e Castigo. Aliás, comecei! No começo inclusive me senti maravilhado com as descrições e o fluxo de pensamento de Raskólnikov. Mas acontece o seguinte. Fui ao shopping tomar café e ler livro (o shopping é a minha biblioteca, não há nada mais silencioso e quieto do que o burburinho do shopping). Sentei-me, puxei o caderno, mas quando fui puxar o Crime e Castigo olhei em volta e desisti. Perguntarão, ora e porquê não? Poderia responder que tenho respeito demais por esse livro, poderia dizer que Shopping não é lugar para esse nível de leitura, mas a verdade é outro. Afirmo-lhe, sim, tenho vergonha. Vergonha de tirar um tijolão desses e pôr na mesa, mostrando assim que sou eu, o Janja, que sou tão pretencioso ao ponto de achar que posso ler um livro desses. Não gosto de parecer metido a intelectual. Gosto de ser o que sou destinado a ser, sem exageros. Eu sei que se eu passasse num Mr.Coffee da vida e visse um bobão sentado lendo Crime e Castigo, eu diria instantâneamente para mim mesmo ou para quem tivesse ao lado "Que idiota bacaca metido a intelectual!!"&lt;br /&gt;Foi bom eu ter trazido o Nelson comigo senão eu ia ler Dostoiévski totalmente paranóico olhando para os lados feito um louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Onde diabos está a garçonete?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108631782483116380?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108631782483116380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108631782483116380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/velha-maluca-tentei-comear-ler-crime-e.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108619690343453583</id><published>2004-06-02T13:21:00.000-04:00</published><updated>2004-06-02T13:23:21.256-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu disse que não ia mais pôr ficção aqui né? Pois é, eu minto!&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108619690343453583?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108619690343453583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108619690343453583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/eu-disse-que-no-ia-mais-pr-fico-aqui-n.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108619657283637752</id><published>2004-06-02T12:51:00.000-04:00</published><updated>2004-06-02T13:20:51.550-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>-Estou preparado. Vi coisas estranhas demais nos últimos dias pra duvidar de qualquer uma que seja. Me conte logo o que há pra se contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, claro. Apesar de tudo, ainda duvido que esteja preparado. Nenhum humano está. Mas ainda assim não vejo outra alternativa. E como sou peculiarmente familiar com a sempre crescente curiosidade humana não vou atiçá-la ainda mais. - Disse Arzum bem devagar como se tivesse de ser bem didático para se fazer entender. Pretendia continuar, mas parou assum que notou a inquietação de Andreas e lhe fez um gesto para que falasse o que estava lhe afligindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aqui! Você fala da curiosidade humana com um desprezo insuportável como se vocês "inumanos", ou seja como for o nome de vocês (se é que há mesmo "vocês"), especificamente você, zombam da nossa curiosidade como se fosse algo ruim, quando na verdade é o que nos faz crescer e evoluir! - Eloqüentemente discursou Andreas irritando-se cada vez mais com a face indiferente de Arzum. Irritado, prosseguiu - Nós somos curiosos porquê não sabemos de nada! E vocês que provavelmente sabem de tudo nos desprezam por isso. Se soubessem tão pouco quanto nós nada seria assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Andreas, meu caro, a nossa grande diferença é que eu, ou nós como insiste em chamar, não fico perdendo tempo dissertando sobre uma frase que não influencia em nada o texto geral e que só serve para fugir do assunto verdadeiramente importanto, o qual nos comprometemos a conversar sobre. - Ouvindo isso pareceu a Andreas que Arzum tinha uma paciência infinita. Acalmou-se e ficou olhando para o chão como uma criança arrependida que acabou de tomar bronca dos pais. Arzum antecipou-se a um possível futuro pedido de desculpas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem problema. Não precisa desculpar-se. Pois bem então, vou lhe resumir ao máximo o que preciso lhe contar. - Olhou em volta, fechou os olhos e contou de olhos fechados - O mundo já foi bem diferente do que é hoje, mas graças a "nós" e a "eles", uma trégua foi acordada. Uma trégua de mil anos solares. Enquanto durasse este período toda mágica cessaria, todos esqueceriam de tudo e teoricamente assim o mundo prosperia a um ponto no qual os humanos estivessem evoluídos o suficiente, como você mesmo disse, para lidarem com as questão vindouras e os poderes antagônicos. Alguns seres humanos serão reencarnados por almas do passado antes da trégua. Você é um deles. Aos poucos, alma do homem chamado Mikal penetra na tua. Ele tinha sete vezes a força, a agilidade e a capacidade de regeneração de um homem normal quando de sua morte. Agora você já deve ter cerca de dois sextos de tudo que lhe falei. Além disso, o seu, digamos "encontro" comigo na frente do portão do cemitério lhe fez, de alguma maneira que ainda não consigo explicar, acordar uma forte capacidade telepática que se encontrava que totalmente adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas arregalou o olho, sacudiu a cabeça e viu aquele homem como sendo um farsante pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é uma idiotice, estou perdendo meu tempo. Agora tudo está mais claro do que nunca. Isso tudo foi uma armação. Você está junto com os bandidos que atiraram em mim. Você me fez atrasar, se não atrasasse não precisaria ir à sala do chefe. O policial não teria me parado se eu não tivesse levado os tiros e ficado nervoso. Eu não teria saído cedo para o trabalho hoje e quase morrido se... - Andreas parou para pensar - Se... - Não conseguia achar nada plausível - Se você não tivesse acordado tão tarde!!! - Andreas abriu e bateu a orta com força saindo do apartamente totalmente transtornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arzum ficou apenas sentado olhando para a porta mais sombrio do que de costume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108619657283637752?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108619657283637752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108619657283637752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/06/estou-preparado.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108598379257752865</id><published>2004-05-31T01:46:00.000-04:00</published><updated>2004-05-31T02:09:52.576-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;AH ESSAS COISAS, BLOGS, CARÁTER E ELEFANTES ROSAS VOADORES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estou adorando isso de divagar sobre coisas importantes da minha vida e ninguém dar a mínima atenção. Juro, não é ironia. Os blogs só estão em decadência por causa do sucesso que fizeram. E é exatamente pelo sucesso que fizeram que a maioria dos blogueiros decidiram que manter aquele sucesso era muito complicado e que tudo era uma troca cínica de leituras "Eu leio o meu que eu leio o seu". Muito forçado. Aliás, acho que já disse, mas repito, odeio blogs. Mas em compensação adoro comentar. Adorava mais antigamente quando lambia o chão por comentários cedidos, mas continuo apreciando a arte de um bom comentário. Gostava muito de ir em blogs bobos, mentirosos, fúteis e às vezes(muito rarament) até bons e mandava ver naqueles comentários intermináveis esculachando tudo que eu via que podia ser esculachado. Não sei exatamente qual é o prazer que tenho nisso. Além de satisfação pessoal serve também de medidor de inteligência, que é um parâmetro fundamental pra eu julgar inicialmente a "qualidade" de uma pessoa. Pois quando eu botava no chão o blog de uma pessoa e essa mesma vinha no meu e deixava um comentário cheio de classe sem se aborrecer e sair do tom um segundo, eu me segurava e "Opa!", logo estava pedindo o icq da mesma e adicionando à minha seleta pastinha de blogs favoritos, fosse ele horrível ou maravilhoso. Isso tudo porquê eu não consigo conviver, nem viver, nem suportar pessoas "cavalos de jóquei" (Engraçado que eu sempre chamei isso de freio de burro, foi só quando o dudup usou essa expressão que eu me toquei que freio de burro não tem nada a ver com isso). Sabem, charrete, carroça? Quando o cavalo tem tipo um visor (ou anti-visor, sei lá) que só o permite olhar para frente, , mas como o cavalo está sempre sendo guiado, aí está posta a comparação. Ele vai sempre para a direção que lhes indicam sem ao menos olhar ao redor e assim são inúmeros blogueiros e também pessoas da vida real (blogueiros não são da vida real, blogueiros não existem, são meras criações de laboratório, bugs, nunca vi alguém batendo no peito e dizendo "eu sou blogueiro!"). E, sinceramente, acho esse o maior desvio de caráter existente. É o pior de todos. É aquela característica que permite ao outro dizer "Ah, mas eu sou assim mesmo!" ou "Ontem eu idolatrava isso e hoje odeio. E não há mal nenhum nisso porquê eu sou assim!". Ah, sério, eu odeio isso. É a manifestação mais pura e maciça do cinismo e hipocrisia. Eu não me aguento quando vejo alguém simplesmente demonstrar uma opinião completamente nova, discordando da anterior, e esta mesmo não dá e nem acha que deve dar explicações nenhuma para mudança tão sem nexo. Veja bem, não digo que ninguém deve mudar e nem que deva explicações aos outros a toda hora, mas se o comunismo era sua religião, você não pode, da noite pro dia, se tornar reacionário e levar a vida normalmente. Simplesmente não pode! Onde está a coerência? Como é possível acreditar em algum ser humano depois de ver o nexo, a coerência é descartada a partir do momento que é mais conveniente. Grrrr... estou me mordendo de raiva só de pensar no assunto, melhor eu parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108598379257752865?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108598379257752865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108598379257752865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/ah-essas-coisas-blogs-carter-e.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108576668325849753</id><published>2004-05-28T13:26:00.000-04:00</published><updated>2004-05-28T13:51:23.256-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;OBS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que observava pessoas e é verdade. Mas esqueci de dois momentos mais que essenciais: a noite e a caminhada. Essenciais justamente porquê são a essência da coisa. São os momentos em que eu posso ficar me movimentando, olhando para as mesmas pessoas por meia hora e elas não vão se importar ou não vão perceber, provavelmente mais a segunda alternativa porque eu sou muito discreto. E são nessas duas alternativas que eu bolo textos mirabolantes, posts lindos, livros completíssimos e até filmes com trilha sonora e tudo. Nessas horas eu tinha uma vontade de morar no futuro e que existisse algo que transmitisse meus pensamentos diretamente para o papel ou até para uma tela, vá lá. Mas é foda, nessas horas de observação ininterrupta do mundo fico inspiradíssimo e assim que eu chego em casa e vejo a tela do computador branca e esperando por letras, desanimo e por mais que eu tente o texto nunca vai ter tanta graça quanto o imaginado. Acho que todo mundo passa por isso, só que comigo é pior, garanto. Não imagino apenas o tema, imagino as letras, a ordem, as frases formadas todas perfeitinhas, mas depois de passar tanto tempo com aquilo na cabeça perdem a graça pra mim e não me sinto na posição de passar para o mundo algo que não tem graça pra mim, apesar de saber da possibilidade dos outros gostarem, mas não consigo, não consigo.&lt;br /&gt;Hoje em dia eu meio que já desisti. É o mesmo com os sonhos. Estou lá, eu, dançando na matriz e olhando um monte de pessoas esquecendo-se do mundo ao redor e se empolgando ao extremo, e penso no quanto aquilo é aliviante, mas ao mesmo tempo, o quanto aquilo é patético. Afinal somos todos seres humanos adultos e estamos numa sala escura esquecendo do mundo ao acompanhar com os pés, mãos, cabeças e tóraxes um ritmo, batidas, baixos e etc... Percebem? Tudo isso é obra do ser humano para aliviar o ser humano de si mesmo, a dança não existe por si só, inventamos tanto a dança quanto a música. E estamos lá todos seres humanos nos aproveitando da escuridão para fazer o que, se pensar bem, algo que deveria considerado como absolutamente ridículo. Alguns vão até resistir a esse pensamento, mas eu continuo achando engraçado quando vejo tudo de uma maneira bem cética. Tira-se a música, o escuro e as luzes, e todas as pessoas estão ali se movimentando aleatoriamente como doidos de hospício sedados com a droga mais pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho mais engraçado de tudo isso é que o ser humano não consegue perceber o quanto ele é patético diante de tudo. A auto-estima é o maior engano de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108576668325849753?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108576668325849753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108576668325849753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/obs-eu-disse-que-observava-pessoas-e.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108542044790355841</id><published>2004-05-24T13:28:00.000-04:00</published><updated>2004-05-24T13:46:40.170-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;PROFUNDO OBSERVADOR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Achei um grupo no orkut que é perfeito pra mim: People´s Watcher. Observador de pessoas, pra quem não sabe inglês. Eu adoro, amo fazer isso, se pudesse ficava o dia inteiro sentado num banco de praça vendo as pessoas passarem e conversarem. Eu gostaria de ter uma super-audição para ouvir a conversa de todo mundo, gostaria mesmo, sem hipocrisia. Se eu soubesse como, seria um hacker que leria todas as conversas de icq e msn até encher o saco. Não sei porquê, mas gosto de viver a vida dos outros. Ler, ver filmes, até novelas de vez em quando são exemplos disso. Vivemos a vida dos outros para que a nossa seja mais confortável dentro de sua desgraça. Eu disse desgraça, mas não necessariamente. De vez em quando nossa vida está ótima, perfeita e necessitamos (pelo menos eu) dar uma diminuida nela. Se estou feliz demais gosto de ver ou ler algo depressivo. Eu sou a favor do mais perfeito equilíbrio. Sei que se subir demais a queda é maior e mais forte, por consequência. Mas não são só filmes e livros e sim pessoas, sim pessoas. Gosto de me sentar na puc e olhar as pessoas passando, apesar de puc ser aquele universozinho tchanas. Gostava mais quando na Nova Zelândia me sentava no banco do parque e olhava as árvores, as pessoas, os pombos, a fonte. Entendem? Não são só pessoas, gosto de ver a realidade de vez em quando, a realidade sem necessariamente eu estar presente, sem haver pressão alguma, onde posso transferir toda a culpa e angústia para o outro, para a natureza, para os pombos. Gosto de olhar para as pessoas e imaginar toda uma história de vida pra ela, porquê ela é daquele jeito, porquê se veste assim, porquê tem um olhar daquele jeito. Eu sei que é um jeito de estereotipar, mas pra quê a hipocrisia? Não é isso que todos fazemos querendo ou não? Que se assuma logo o estereótipo e dane-se. Até disse outro dia numa mesa de bar que eu não odeio ninguém, pelo menos não ninguém que eu conheça mais a fundo, percebi que só odeio pessoas que eu não conheço, sempre julgando antes, pela roupa, pelo olhar, pelas atitudes, sem conseguir ver o que está dentro dela que bem ou mal será sempre, ou quase sempre, de algum modo, bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108542044790355841?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108542044790355841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108542044790355841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/profundo-observador-achei-um-grupo-no.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108541691193083032</id><published>2004-05-24T12:35:00.000-04:00</published><updated>2004-05-24T12:41:51.930-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;LEITURA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo Nelson Rodrigues ontem de madrugada com o intuito de ser frenético. Acontece que cheguei numa parte em que ele diz que com 12 anos, ás 7 da noite de um dia qualquer, ele se trancou no quarto e começou a ler "Crime e Castigo" do Dostoiévsky e 9 da manhã ele parou de ler finalizando o livro. Entendem? Sacam? O Nelson leu Crime e Castigo em 10 horas com 12 anos! E eu que me vangloriava de ter lido Mar Morto em um dia fiquei extremamente decepcionado comigo mesmo. Nossa, é incontável o número de livros no meu quarto que tenho para ler, mas quando estou no Rio leio pouquíssimo, nunca vou conseguir ler metade deles é o que penso. Mas ontem cheguei a uma decisão importante. Vou ser absoluta, compulsiva e absurdamente compulsivo com leitura a partir de agora. Vou fazer que nem o Nelson Rodrigues e a Bebel, vou acabar livros em dois dias como eu fazia antigamente. Se não fizer isto vou ser apenas um ordinário leitor de livros, não diferente daquele outro lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108541691193083032?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108541691193083032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108541691193083032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/leitura-estava-lendo-nelson-rodrigues.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108420321967052785</id><published>2004-05-10T11:18:00.000-04:00</published><updated>2006-05-25T21:05:06.876-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; NA PRESSÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Porquê será que sempre que eu tenho que fazer uma coisa eu faço outra? Pois é, sempre que preciso, preciso mesmo, fazer algo de importante a minha vontade é absurdamente empurrada pra outra coisa. Exemplo nos outros semestres quando eu matava aula eu tinha uma enorme vontade de ler ou de andar, sendo que esses desejos só apareciam exatamente na hora em que eu precisava ir a aula ou então na hora que precisava fazer algum trabalho, estudar, etc... E é engraçado que normalmente eu faço essas coisas muito bem quando não era pra estar fazendo-as. Por exemplo, escrever. Eu sempre escrevo melhor quando estou com muita pressa pra fazer algo ou simplesmente quando decido substituir a aula por uma boa brincadeira no caderno. Todo mundo acha que eu leio muito, mas a verdade que eu só leio muito, digo freneticamente(concordam que essa palavra deveria ser considerada pro-proparoxítona?), quando estou viajando e justamente naquela viagem era pra eu estar aproveitando de alguma maneira, tipo indo à praia, eu prefiro (e prefiro mesmo) ficar no quarto lendo. E aí, são nessas viagens que eu leio um montão de livros e bato qualquer recorde. Tenho ótimos exemplos: carnaval em recife li todos os harry potter em uma semana e meia, também em recife (mais ou menos) li quase metade do senhor dos anéis e foi lá que finalizei também, foi em uma viagem ao sítio do meu amigo que finalmente me aprofundei no "óbvio ululante", foi em petrópolis que eu acabei a biografia de nelson tambem, foi na frança que eu finalmente consegui ler "cem anos de solidão", na fazenda eu li "bufo e spallanzani" e "a grande arte" do Zé Rubem, e só pra acabar os exemplos na última viagem a fernando de noronha comecei e acabei "neuromancer". Meu deus, porquê acontece isso comigo? Será que eu sou exatamente o contrário do que eu achava ser? Eu sempre disse "eu não trabalho sob pressão", mas vou mudar para "eu só trabalho sob pressão". Acho que no fundo é um grande medo do mundo e tomo a leitura como o mundo maravilhoso que poderia ser verdadeiro, mas será que só consigo quando o medo se ativa? E se um dia eu não tiver mais medo, não vou mais ter vontade de ler? Complicado viu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108420321967052785?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108420321967052785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108420321967052785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/na-presso-porqu-ser-que-sempre-que-eu.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108396728258437033</id><published>2004-05-07T18:01:00.000-04:00</published><updated>2004-05-07T18:05:51.250-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;RESENHA DE "O QUE É ETNOCENTRISMO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive muito trabalho nisso, muito! Mas valeu a pena...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não haja questão mais atual e presente na nossa sociedade como o etnocentrismo. E quando digo nossa, o faço sem querer dizer “nós brasileiros”, “nós sul-americanos” ou “nós americanos”. Na verdade, me refiro aos habitantes do mundo em geral, sejam estes índios, asiáticos, brancos, negros ou qualquer outra etnia existente. Todos nós, embora seja muito difícil admitir, somos etnocêntricos. Por mais que o livro afirme que seja possível ver a cultura do “outro” a partir do contexto deste e que assim deixamos o etnocentrismo de lado, sinceramente não acredito nessa possibilidade. A relativização, que pode ser definida como a busca pelo entendimento da cultura do “outro” seguindo o contexto desta mesma e só desta, esquecemos que por mais que o antropólogo se esforce e tente ver as coisas como realmente são, ainda assim ele ainda está preso na cultura da qual pertence, na qual ele aprendeu o que é o mundo. Nunca pode haver uma total relativização do “outro”. Assim como se houvesse um índio antropólogo que viesse viver uma experiência, um trabalho de campo, tomando de base “nossa” cultura. Ele poderia, sim, entender algumas coisas e desvendar muitos dos mistérios, mas ainda assim teria uma visão muito limitada considerando o todo desta cultura. Voltaria á sua tribo com uma boa de idéia da “funcionalidade” daquela outra “tribo”, mas por mais que a estudasse profundamente dificilmente desvendaria todos os mistérios dessa e nunca entenderia por completo a lógica que prevalece nessa sociedade, isso por ele mesmo, índio, estar inserido em uma outra visão de mundo e por mais que ele tratasse aquela cultura apenas como dado, mesmo assim haveria parcialidade mesmo que pouquíssima. É como a história da parcialidade no jornalismo. Por mais que o jornalista tente deixar a notícia dizer-se por si mesma, mesmo assim, ele ainda estará analisando-a de um ângulo que lhe pareceu mais propício. E porquê pareceu-lhe mais propício? Simples, porquê sua cultura o condicionou daquela maneira. Mas veja bem, quero apenas mostrar que acho que a relativização não é essa perfeição toda que Everardo Rocha mostra no livro. Acho sim, que a antropologia seja uma ciência relativamente recente e que talvez o relativismo ainda não seja a solução final para se desvendar as culturas dos “outros” em seu todo, apesar de ser um avanço incrível ás teorias que prevaleciam antes como por exemplo o evolucionismo.&lt;br /&gt;Everardo explica como aconteceu o grande embates entre culturas completamente distintas no final do século XV. Com o desenvolvimento de técnicas de navegação mais avançadas, o europeu pode descobrir o “novo mundo”. Mas não seria por si só, essa nomenclatura “novo mundo” para a América, um etnocentrismo? Sim, se analisarmos bem veremos que a descoberta da América pelos europeus se dá no mesmo nível que se hoje descobríssemos e mandássemos astronautas para um planeta até então desconhecido, e encontrássemos alienígenas. A reação provavelmente dependeria do nível de tecnologia que estes possuíssem, mas se fossem “selvagens” assim como os índios foram considerados, provavelmente a relação seria de dominação e não de diálogo, por serem considerados inferiores. O discurso seria de que eles são muito atrasados e de que precisam de nossa ajuda para desenvolverem-se. Isso seria, se acontecesse, um resquício muito forte do ainda altamente presente evolucionismo. Este foi exatamente o resultado do embate entre as culturas distintíssimas dos índios e dos europeus. O evolucionismo consiste na teoria de que todas culturas têm uma história igual, de que todas são formadas por seres humanos e que por isso todas têm uma época primitiva e que estão sempre avançando em direção á “evolução”. Claro que para classificar a “evolução” tiraram-se os critérios da sociedade européia para que assim eles pudessem afirmar que a cultura deles era superior a dos outros, e que os outros deviam aprender com eles para que pudessem evoluir. É notório que isto no fundo era apenas uma grande desculpa para que a Europa pudesse dominar a América e dela tirar proveitos, assim como a propagando dos Eua em relação aos países islâmicos hoje em dia. Agora explico porquê a nomenclatura “novo mundo”, usada até hoje, é extremamente etnocêntrica. Assim o é pela simples questão de quê para os europeus o “mundo” América só passou a existir a partir do momento em que descobriram-na, como se antes só a Europa existisse e agora um novo mundo havia nascido, o que é obviamente falso já que para os habitantes nativos daquela terra esse “mundo” já existia desde sempre. Ao menos o evolucionismo trouxe uma nova noção em relação aos “outros”. O de que eram seres humanos como qualquer um, em vez de vê-los como animais irracionais. Isto fez as pessoas questionarem pela primeira vez, se os índios eram seres humanos como eles, porquê então estes não “evoluíam”? Certamente, havia algo de errado com essa teoria.&lt;br /&gt;Mas isto só foi ficar claro mesmo séculos e séculos depois. No início do século XX, o antropólogo alemão Franz Boas, que lecionava nos Estados Unidos, começou a questionar veementemente esta solução dada pelo evolucionismo. Para ele, não se podia julgar uma cultura através da outra, que cada uma tinha uma história absolutamente única. Deveria-se então analisar cada cultura separadamente porquê cada uma era particularmente diferente das outras. Mas Boas, gênio inquieto, apenas plantou a semente, por assim dizer. Não formulou grandes teorias e nem proclamou verdades absolutas dentro da antropologia. O que ele fez foi estudar diversas áreas e mostrar a seus alunos que estas podiam em particular  se relacionar com todas culturas diretamente, o que foi chamado de difusionismo. E essa foi a semente plantada que foi colhida por seus alunos anos depois quando se tornaram também antropólogos de renome. Estes enfrentavam apenas um grande problema: o reducionismo. Sim, porquê não conseguiram ver as culturas como um todo que era influenciado por diversos fatores. Alguns defendiam que a “formadora de culturas” era a língua, outros seguiam a linha que a responsável era a geografia e outro insistiam ser a personalidade dos indivíduos. Ora, o que não conseguiram perceber é que se juntassem suas teorias e pesquisas veriam que a cultura é, sim, bastante influenciada por cada um desses fatores, mas que não poderiam ser vistos individualmente como únicos responsáveis pelos moldes no qual a cultura se encontra. Se tratados como complementares estes contribuiriam muito uns para os outros no estudo antropológico.&lt;br /&gt;Porém, ainda permanece uma característica comum entre o difusionismo e o evolucionismo : a valorização da história. Os dois a valorizam ainda que de maneira e em graus bem diferentes, mas ainda assim esta  é de importância central para a interpretação de uma cultura em ambas. Radcliffe-Brown, antropólogo contemporâneo de Boas, discorda disso. Para ele a sincronia- presente- não necessariamente está ligada á diacronia- passado. Isto porquê, para ele, deveria-se realizar um estudo funcional da sociedade, ou seja tem objetivo de analisar como a sociedade funciona, independente de sua história. Esse ponto de vista relativizou bastante a antropologia, já que a partir disso deveria-se observar a cultura do “outro” desvinculando-se da história, que por ser estudada na “nossa” sociedade obedece á nossa noção de tempo que não necessariamente é a mesma das outras. Assim, o cientista é obrigado a pensar a cultura do “outro” nos termos do “outro”, livrando-se em parte da visão etnocêntrica. Radcliffe-Brown, desta maneira, usou conceitos como “processo”, “estrutura” e “função” para analisar cada cultura relativizando ao máximo. Para que isso possa ser feito, o antropólogo tem que se inserir na cultura do “outro”, viajando e permanecendo longos períodos com eles e nesse quesito Malinowski, outro europeu contemporâneo de Boas, foi o maior. Ele, passando longos períodos com “outros”, pode fazer uma comparação relativizadora, ou seja, pode analisar um comportamento semelhante, mas que se manifesta de maneira bem diferente, de sua cultura e da qual fazia seu “trabalho de campo”.&lt;br /&gt;Durkheim, outro antropólogo europeu, também foi de sumária importância. Ele foi o primeiro a combater o reducionismo dizendo que não se explica o social pelo indivíduo, afirmava que o fato social era autônomo e externo, sendo ele coercitivo ao indíviduo e não o inverso, já que este é obrigado pela cultura a existir de certa forma que independe de seu individual. Não se pode fazer o que se quer literalmente já que a cultura existe e ela reprime e incentiva aquilo que o sujeito deve ou não fazer. Portanto, se analisarmos bem, a liberdade individual, se é que existe mesmo, é muito restrita em todo tipo de sociedade pois em nenhuma o sujeito tem o direito e a capacidade de transpor a cultura e de ele mesmo ditar o que é certo e o que é errado. Aliás, alguns até tentam, mas existem defesas criadas justamente para ocasiões como essas que o sujeito  diz ou age não de acordo com as regras da cultura, mas com a própria autonomia. Esses sujeitos são chamados de loucos, crucificados como insanos e normalmente isolados da sociedade, salvo raras exceções quando a sociedade relativamente aceita e absorve as idéias do “louco” para que assim mudanças necessárias a esta cultura possam ocorrer, ainda que possivelmente de forma violenta, já que são raros os que estão realmente abertos á mudança e um conflito muito grande ocorre quando isto acontece.&lt;br /&gt;Enfim, etnocentrismo é, então, resumidamente, o julgamento da cultura do “outro” através de conceitos da cultura do “eu”. Por isso mesmo que acho que a Antropologia não é e dificilmente será 100% relativizadora já que o estudioso como ser humano está também submetido a uma cultura, sendo que quaisquer que sejam seus métodos, estes, também, estarão submetidos á cultura de uma forma ou de outra. Mas é claro que isso não invalida em nada o grande avanço realizado por esta ciência social e que, por ser tão recente, tende a avançar muito mais ainda com o passar do tempo, nos renovando a esperança de que algum dia, assim como fez o iluminismo, as idéias deste possam passar para a prática e que as mesmas um dia possam ajudar a enriquecer a mente e fazer, portanto, que reinem a paz e a tolerância no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Fontes Soares&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108396728258437033?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108396728258437033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108396728258437033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/resenha-de-o-que-etnocentrismo-tive.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108389934190356693</id><published>2004-05-06T23:09:00.000-04:00</published><updated>2004-05-06T23:13:29.390-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Será que eu escrevo bem quando tomo café ou tomo café quando escrevo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou mais! Ainda, será que escrevo café quando tomo bem ou tomo bem quando escrevo café?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108389934190356693?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108389934190356693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108389934190356693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/ser-que-eu-escrevo-bem-quando-tomo-caf.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108359862284840719</id><published>2004-05-03T11:37:00.000-04:00</published><updated>2004-05-03T11:41:15.496-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;CHEGA DE MENTIRA!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de comunicar outra decisão também, não vou mais publicar minhas divagações ficcionais aqui. Mas vou continuar escrevendo sim, mas até que ela absolutamente pronta e arrumada, não vou publicar porcaria nenhuma. Mas, se alguém quiser, por acaso (o que eu duvido, apesar de que gostaria do interesse) é só me avisar, que talvez eu crie um outro blog (outro!) só pra isso. Será? Não sei ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108359862284840719?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108359862284840719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108359862284840719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/chega-de-mentira-esqueci-de-comunicar.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108354867845164815</id><published>2004-05-02T21:44:00.000-04:00</published><updated>2004-05-02T21:49:00.046-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;TEXTO DE VENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Que legal, ninguém lê meu blog! Que bacana, me orgulho disso! Isso mostra que sou vítima do pior sentimento que uma pessoa pode ter por outra, pior do que ódio, a indiferença. Mas é bom isso sabe? Me dá liberdade pra xingar todo mundo, pra falar merda a toa, pra dizer o que eu bem entender. Quando eu sei que aquele bando de gente chata, fútil e burra está lendo eu me encolho todo. Penso como cada palavra pode ser interpretada, então não passo das 20. Pois não venho passando mesmo. O que me motiva ainda a criar polêmica e dizer o que eu penso assim na lata é, como diria bebel, o "GRANDE MESTRE Nelson Rodrigues". Pois então, não entendem leitores fictícios? Pois passem a entender! Nelson escrevia maravilhosamente bem e dizia exatamente o que queria dizer, fazia exatamente as peças que queria fazer, mesmo sabendo que até a mãe dele estava vendo aquilo. Isso sim é personalidade. Pretendo atingir o mesmo. Conseguir atingir um objetivo instintivo com ou sem a presença dos entes e amigos críticos e chatos. Aliás, me engano. Crítico e chato seria o que eu queria mesmo. Tenho medo é de ser interpretado errado, por isso sou tão cuidadoso e chato. Porquê tantos chatos repetidos nas frases? Simples, porque eu quero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108354867845164815?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108354867845164815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108354867845164815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/texto-de-vento-que-legal-ningum-l-meu.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108338693560178618</id><published>2004-05-01T00:48:00.000-04:00</published><updated>2004-05-01T00:53:14.403-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;AGNÓSTICO SIM, E DAÍ?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas não entenderam o que eu quis dizer. O ateu, no título, era só para impressionar mesmo. Quis dizer apenas que não acredito nesse besteirol todo de igrejas, de religiões, de carambolas. Até as do oriente eu acho babaquice. Até porquê, minha gente, como alguém pode saber de tudo isso? Deus veio na terra pra contar e pronto, foi embora. Tipo : "Eu existo tá? Faça com que todos saibam!". Mas que egocêntrico do caralho! Eu não entendo como todas religiões podem ser tão iguais e ao mesmo tempo ser um mercado tão disputado. É tipo Pepsi e Coca, meu Deus, qual é a diferença? Tudo no fundo fala da mesma coisa dizendo o mesmo. E quanto á magia, creio não ter definido direito. Pois, portanto, entretanto, em si, não acredito em magia, aliás, sei que não existe magia. Magia é apenas aquilo que ainda não foi descoberto. Pensem bem, depois que você entende uma mágica e tal, não se perde completamente a "magia" da "mágica" ? Pois então, porquê acreditamos em algo que se realmente entendermos veremos que somos todos um palermas, uns inúteis, uns imbecis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108338693560178618?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108338693560178618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108338693560178618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/05/agnstico-sim-e-da-ah-mas-no-entenderam.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108301657951918777</id><published>2004-04-26T17:56:00.000-04:00</published><updated>2004-04-26T18:01:01.860-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;ATEU SIM, E DAÍ?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí já experimentou chegar para um crente que se pergunta porque Deus deixa que tanta coisa maligna aconteça (não necessariamente evangélico, apesar da expressão empurrar para esse lado) e dizer :"DEUS NÃO EXISTE"? Eu já tinha feito isso antes e acabei de fazer de novo blog da &lt;a href="http://intrusao.weblogger.terra.com.br/"&gt;Sukita&lt;/a&gt;. Espero que ela não fique ofendida. E é engraçado como ás vezes as pessoas reagem a um simples ponto de vista, parece absurdo o fato de você não acreditar. Me lembro de uma vez em que não disse exatamente essas palavras, mas expus meu ponto de vista ao meu motorista Roberto. Ele ficou chocado, mas disfarçando, disse como se fosse o pior palavrão do mundo: "Você é um ateu!", assim mesmo como se tivesse me xingando. Eu parei, fiquei ofendido, mas logo percebi que não precisava e disse "Pior que sou mesmo.". Mas vejam só, por mais estranho que pareça, não se trata do fato de eu não acreditar em Deus propriamente dito. Não acredito mesmo é em magia. Magia no sentido de que tudo que não é explicado, não o é por se tratar de um fato místico que só Deus poderia entender. Afinal, se é que ele existe mesmo, será que ele entende alguma coisa? Me revolto com essa imagem que desde pequininho me enganaram que Deus era um carinha barbudo que ficava em cima das nuvens coordenando o mundo com uma perfeição única. Ora essa, se ele é perfeito me faço a mesma pergunta que milhares de fiéis se fazem todos os dias, "Porquê tudo não perfeito então?", pois se ele é perfeito mesmo porquê não nos faz seres lindos, maravilhosos, super inteligentes para que assim a sociedade seja também perfeita? Seria Deus então um capitalista adepto do livre mercado e livre concorrência? Todos são jogados na terra e o mundo que vá se ajustando como pode!&lt;br /&gt;(Não sei como se fazem parágrafos)&lt;br /&gt;Olhando para o passado vemos que tudo que não é entendido era dito como magia ou obra divina. Pois não fazemos hoje o mesmo? Depois de David Coperfield e do Mr.M ninguém mais acredita em magia propriamente dita, então pra não sumir esta se fundiu com a religião. Ora, vejam, tudo está escrito, no entanto o mundo está essa porcaria que vemos todo dia no Jornal Nacional. Se está escrito mesmo, qual é o objetivo do texto? Parece mais um festival de música aleatória, isso sim.&lt;br /&gt;Mas estou fugindo do que quero dizer. Achar que Deus não existe é um absurdo sempre acompanhado de uma ofensa ou uma justificativa. Do tipo "você é ateu!" ou como dito pela minha mãe "Eu devia ter te ensinado religião quando vocês eram pequenos. Fui uma boba!". Religião, por acaso, se ensina? É claro que se ensina! Mas seguindo os preceitos das igrejas que Deus é justo e perfeito, a religião e o conhecimento de Deus não estaria já implantado em nós desde o berço? Ou isso tudo é um grande teste divino pra ver quem acredita em algo sem comprovação e quem não? Acredito sinceramente que isso tudo é uma grande besteira. Religião, assim como futebol, psicologia e drogas, só sobrevive pelo grande alívio que proporciona ao sofrimento humano. Poucos admitem isso e, pior, não admitem que precisem de algum alívio. Por fim, acredito que um dia a ciência poderá explicar tudo, absolutamente tudo (afinal já viram o que progredimos em em cento e poucos anos? Imaginem 1 milhão de anos), poderá explicar também a existência ou não de Deus ou de algo muito parecido como por exemplo uma energia maior. Porquê será que o ser humano precisa sempre ter uma coisa maior(sem duplo sentido, por favor)? Eu ainda sou muito mais o futebol!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108301657951918777?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108301657951918777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108301657951918777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/ateu-sim-e-da-algum-j-experimentou.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108294299665778194</id><published>2004-04-25T21:29:00.000-04:00</published><updated>2004-04-25T21:34:08.670-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;MATE SEVERINO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vi Kill Bill agora mesmo e adorei. Adorei por toda palhaçada, por todo estilo filme B satirizado e aquela sensação de vingança e de chacina que só mesmo o Tarantino poderia reproduzir. Agora, me pergunto, e se este filme não fosse do Tarantino e fosse exatamente igual? Eu sei que eu adoraria do mesmo jeito, talvez até mais. Mais por eu poder estar achando que descobri um talento novo do cinema mundial e esse tipo de coisa me fez amar, vangloriar, adotar um filme como pôster da vida e ver ele mil e trezentas vezes. Mas, me pergunto, o quê achariam as pessoas, "intelectuais" ou não, sobre este filme? Uma palhaçada sem fim, um filme A se fazendo de B? Uma sátira engraçada, mas preconceituosa dos filmes e desenhos japoneses? Bom, tenho prazer em dizer que me esforço o máximo dos máximos pra sair desse tipo de julgamento. Do estilo, é Godard então é bom, é hitchcock é bom. Agora, se o Zé Pipoca faz um filme obra-prima, deixa de ser pelo simples fato de ter sido feito pelo Zé Pipoca.&lt;br /&gt;Então volto ao Kill Bill, o quê achariam os intelectuais de plantão se o filme tivesse sido feito exatamente do jeito que é pelo Zé Pipoca? Pois então, digo que achariam uma porcaria, uma bobeira, uma palhaçada. Fico feliz, entretanto, que tenho certeza que mesmo assim eu acharia o máximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108294299665778194?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108294299665778194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108294299665778194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/mate-severino-vi-kill-bill-agora-mesmo.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108243544346783151</id><published>2004-04-20T00:30:00.000-04:00</published><updated>2004-04-20T01:11:28.840-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nem sempre a verdadeira necessidade do ser humano é aquilo que ele quer e nem aquilo que ele quer é aquilo que ele acha que quer. Pensando nisso, o sábio José da Bicicleta atravessou um bando de cactos para chegar a cidadezinha chamada Vila dos Marimbondos. Segundo consta no folclore popular antes chamava-se Vila dos Prazeres até ser atacada por um enxame de marimbondos e abelhas loucos por sangue que saíram roendo e picando tudo que viam pela frente. Dizem até que Gafanhotos apareceram para ajudar os insetos. Mas José da Bicicleta, que era o homem mais velho da cidade, não lembrava de nada disso, dizia que o nome sempre tinha sido esse mesmo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dona Rosalinda que acordara cedinho para estender as roupas no varal quando viu José, também conhecido como "O Véio", atravessar com a sua bicicletinha de uma roda a parede de cactus.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Bom dia, Véio!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não sei, é? Você acha mesmo?" José retrucou com a sua voz de taquara rachada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Oxe, mas eu acho o quê?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"A senhora disse que o dia estava bom!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Mas num disse não, seu velho maluco! Tá ficando caduco é? Já tava na hora! E olhe que falam tanto do senhor que eu até acreditei que fosse um velho soubesse de tudo."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não sei de tudo não, mas sei que você disse que acreditava que o dia estava bom, estou te perguntando agora, como você sabe disso, minha senhora?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dona Rosalinda fez um gesto com a mão para que se afastasse desistindo de entender o velho. José continuou com sua bicicletinha pela cidade até chegar no bar fechado. Esmurrou a portão fechado de ferro até Seu Moisés com seu bigodão abrir e sair revoltando-se.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ora essa! O que está havendo aqui velho?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Quero uma pinga."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ora essa, uma pinga! São 6 horas da manhã. Vai tomar uma pinga?! Ora essa, ora essa!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Sim, eu quero, pode ser?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ora essa! O senhor me tira da cama sem ao menos um bom dia e vem me pedir uma pinga?! Ora essa!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Oh, carambolas, o senhor precisa vir aqui comigo então."&lt;br /&gt;José puxou o grandalhão e bigodudo Seu Moisés pelo braço até a casa de dona Rosalinda e pôs os dois frente a frente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Então, decidam!" disse o velho com um autoristarismo surpreendente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ora essa, decidir o quê?" disse confuso Seu Moisés acompanhando de um olhar mais confuso ainda de dona Rosalinda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Decidam, essa questão! Não estou entendendo mais nada! Eu, que sou o mais sábio dos velhos dessa região, talvez do mundo, estou extremamente consternado com isso tudo. Primeiro chego e a mulher aqui me diz que está um bom dia, mas logo após, segundos após, o homem me diz que não tem bom dia coisa nenhuma. Então me digam, quem está certo?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os dois frente a frente olharam-se chocados, não estavam entendendo absolutamente nada. O velhinho começou a rodar com a bicicleta em torno deles e rindo. Virou-se voltando-se para o enorme paredão de cactus e adentrando nele. Só ouvia-se de longe a voz do velho "São uns loucos, são todos loucos!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108243544346783151?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108243544346783151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108243544346783151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/os-dois-frente-frente-olharam-se.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108212120009596901</id><published>2004-04-16T09:13:00.000-04:00</published><updated>2004-04-16T09:17:19.233-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>São obrigatórias três condições básicas para conseguir escrever um texto coerente e contínuo não necessariamente bom : Vida, leitura diária e caminhadas...&lt;br /&gt;Como sempre alguns dos três é prejudicado, então tô completamente sem inspiração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108212120009596901?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108212120009596901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108212120009596901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/so-obrigatrias-trs-condies-bsicas-para.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108191779440267435</id><published>2004-04-14T00:43:00.000-04:00</published><updated>2004-04-14T00:49:59.110-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois de apanhar, o menino Fausto pareceu ter aprendido a lição. Por mais que gostasse de uma pequena surra e até a instigasse, assim como muitas crianças, dessa vez fora longe demais. O pai o espancou tanto com o cinto que sua cara ficou violeta e suas pernas bambas. Sentar, nem pensar. Ficou deitado na cama por uma semana até conseguir se locomover até a porta de casa sem sentir muita dor. O menino se arrependeu tanto de suas provocações que depois de se recuperar, passou a chegar todos os dias ás cinco da tarde e a parou de freqüentar bailes funk e afins. Começou a ir sempre á igreja com seu pai e ficou muito amigo de um dos pastores. Lá passava duas vezes por dia, uma com seu pai no comecinho da noite e outra de manhã sozinho sabe-se lá porquê.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Adir obviamente ficou muito orgulhoso de seu filho e finalmente convenceu-se da eficiência da surra como método de aprendizagem para crianças e adolescentes. Passou a dizer para todos amigos e amigas, fiéis e infiéis, que não havia absolutamente nada que umas boas porradas não curassem, por mais que isso fosse ligeiramente contra a vontade de seu Senhor Jesus. Adir justificava “Não, nada disso! Deus sabe que o que estou fazendo é para o bem do mundo e de minha família. Não há método melhor que uma boa surra de cinto!”. Faustinho ia tanto á igreja encontrar seu amigo pastor e, claro, rezar, que seu papai lhe deu um aumento na mesada. Agora, o garoto tinha dinheiro para ir ao cinema de vez em quando e sempre que ia levava, claro, o seu amigo pastor. Adir nunca vira uma amizade tão bela e intensa antes.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O pastor que chamava-se Hélio era jovem, cerca de 24 anos, e muito bonito, sempre que pregava a palavra de Deus no palanque era seguido pelos olhares fascinados de diversas jovens e velhas e de um específico jovem. Só não era mais assediado porque aquilo era uma igreja, não uma boate e porquê não dava um quê de trela ao papo daquelas meninas “chatas”. A única mulher que Hélio gostava de conversar era com Nilda. E foi por Nilda, que passou a ser muito amigo de seu filho. Nilda pediu para que Helinho desse apoio irrestrito a Fausto nesse momento tão difícil de sua vida. Eis que o apoio foi um tanto quanto irrestrito. Não que Hélio gostasse daquilo, só o fazia pois escondia um segredo perigosíssimo. Era enormemente, absurdamente, loucamente apaixonado por dona Nilda e faria qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, por ela, até os atos mais sórdidos como os requisitados pelo menino. Acontece que superficialmente sabia que era um amor impossível pois ela era casada com um homem durão e religioso como era o senhor Adir. E, pior, nunca ouvira-se falar em lugar algum de qualquer olhadela de dona Nilda para qualquer outro homem senão a seu marido, nunca ouvira-se dela qualquer conversa sobre relacionamentos, sexo e muito menos beleza. Para ela, tudo era feio inclusive seu marido. Tudo menos seu filho e Deus, exatamente nessa ordem. E fora exatamente essa ordem que fizera o pastor tomar enorme amizade do menino sabendo que era a única maneira de se aproximar da senhora bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108191779440267435?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108191779440267435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108191779440267435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/depois-de-apanhar-o-menino-fausto.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108117936067714512</id><published>2004-04-05T11:36:00.000-04:00</published><updated>2004-04-05T11:39:44.686-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dúvida , pra mim, é um elogio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108117936067714512?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108117936067714512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108117936067714512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/dvida-pra-mim-um-elogio.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108105659469640908</id><published>2004-04-04T01:29:00.000-04:00</published><updated>2004-04-04T01:33:36.796-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Isso aí é uma loucura minha que eu gosto de continuar de vez em quando, já tem continuações disso, mas tudo escrito á mão só. Um dia, se acaso interessar a alguém eu publico o resto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108105659469640908?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108105659469640908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108105659469640908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/isso-uma-loucura-minha-que-eu-gosto-de.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108105643873991940</id><published>2004-04-04T01:27:00.000-04:00</published><updated>2004-04-04T01:31:00.890-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava dirigindo seu carro com muita pressa atrasadíssimo para o trabalho. Era garçom em um bar boate chamado Fuel Bar. Seu patrão, um homem que não tolerava atrasos, principalmente quando aconteciam três dias consecutivos. Entrou na avenida Ronaldo Lázaro e bufou de raiva. O trânsito estava parado, não podia fazer nada além de esperar. Ligou o rádio e lembrou-se que não estava funcionando. Os ladrões tentaram roubar, mas acabaram que o máximo conseguido foi quebrar. Como Andreas lamentou aquilo! Que roubassem, mas quebrar e deixar lá? Isso era pior do que qualquer roubo. Esse rádio tinha custado uma fortuna apesar de conseguido no camelô. A ironia que Andreas logo percebeu foi que o seu próprio rádio provavelmente havia sido roubado de alguém por ter sido comprado no mercado negro e que alguma outra pessoa havia lamentado tanto quanto ele pelo roubo, até mais porquê é provável que tenha comprado em lojas normais, o que faz o preço aumentar muito. Fez um sinal negativo com a cabeça e amaldiçoou sua vida. Não conseguia muito dinheiro como garçom já que as gorjetas já não eram tão gordas como antigamente e o salário muito menor. Queria mudar de vida, ser alguém respeitado, rico, para que não precise ficar comprando essas coisas roubadas. Vai ver por isso que tinha quebrado. Talvez o seu rádio tenha sido amaldiçoado pelo antigo dono quando o roubaram dele. Ouviu uma buzina e percebeu-se envolto em pensamentos enquanto o trânsito andava um pouco pela primeira vez. Para que aquele nervosismo? Para que tantas buzinas? Como se seu dia já não estivesse horrível ainda tinham aquelas irritantes buzinas para lhe irritar ainda mais. Abriu a janela e gritou para os carros de trás:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Porra, o trânsito não vai desaparecer para quem buzinar mais alto não!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Cala a boca e anda seu idiota!- Veio um grito em resposta.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas já estava vermelho de raiva e decidiu sair dali. Ia ter que pegar um caminho muito mais demorado, mas não queria ficar preso naquele lugar esfumaçado e barulhento de jeito nenhum. Que se dane o chefe, ele não tinha que agüentar aquilo! O caminho que ia pegar, além da distância maior, ainda era mais perigoso e passava ao lado de um cemitério que era mais conhecido como “Cemitério dos Vampiros” que muitos diziam ser habitado por vampiros sanguinários, mas ele não acreditava muito nisso, nunca tinha visto um de verdade. Quando foi chegando perto do cemitério um medo repentino de congelar a espinha bateu sobre ele e o fez esquecer de todos os outros problemas anteriores. Só queria sair dali o mais rápido possível. Não viu mais nenhum carro na rua por isso afundou o pé no seu Hikton preto, um carro pequeno e que corria bem quando era necessário. Durante a arrancada, um homem aparentemente muito velho conseguiu chamar sua atenção mesmo diante de todo o pavor que sentia, tão estranho que lhe pareceu. Vestido todo de preto, era ou estava muito pálido, mas não podia ser um vampiro. Não, não podia. Vampiros não envelheciam pelo que ele sabia e aquele ali era muito velho, até mesmo exibia uma pequena barriguinha. Vampiro de barriga? Nunca tinha ouvido falar. O homem parecia desorientado e meio desesperado como se procurasse ou fugisse de alguma coisa. Não parava de olhar para dentro do cemitério como se algo estivesse para sair de lá. Andreas ficou com medo só de pensar nessa possibilidade. Olhou para o outro lado tentando desviar o pensamento, mas quando olhou de novo levou um susto. O homem estranho parecia mais calmo como se tivesse achado o quê estava procurando. Postou-se para confiante olhando para Andreas com um olhar sombrio e sem piscar. Nesse momento, um frio que passou por toda a espinha de Andreas paralisou seu corpo e não conseguiu mais dirigir. O carro começou a andar devagar até parar exatamente no ponto onde estava o ser pálido que logo se aproximou do carro fazendo um sinal para Andreas abrir a janela. Ele obedeceu como se tivesse sido obrigado. Agora ele podia ver melhor o homem, realmente parecia morto, tinha cabelos longos até abaixo do pescoço e completamente brancos, uma face mórbida e em sua mão parecia carregar uma espécie de bengala bem torta e longa. O ser falou então finalmente calmamente com uma voz sombria e cansada:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Senhor, o que faz aqui em uma hora dessas? Não sabe que é perigoso?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Eu... eu... – Andreas tentou falar, mas não saíam palavras de sua boca.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Senhor!! O que você tem? – O mórbido ser insistiu parecendo preocupado.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Aquele homem lhe chamando de senhor dava a Andreas uma sensação desagradável. Ele não lhe era nem um pouco familiar, mas falava como se o conhecesse, aquilo lhe dava arrepios. De repente, uma força surgiu em Andreas e ele falou firme surpreendendo a si mesmo:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Se é proibido passar por aqui deviam pôr uma placa – Disse Andreas rindo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O homem continuou muito sério e olhou para Andreas como se tivesse surpreso.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Você tem uma grande força de vontade para um humano, são poucos os que conseguem escapar do meu feitiço. Não entendo. O feitiço parecia já ter te afetado.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Então era isso, ele não era humano! Era um vampiro! Estava tentando lhe enfeitiçar para depois beber seu sangue. Que perigo estava correndo! Queria sair dali, mas não conseguia mexer os pés. O ser pálido pegou sua bengala e fez um gesto com ela na direção de Andreas. Seria aquilo mais um feitiço para que depois possa beber seu sangue? Aquele pensamento enfureceu Andreas que abriu a porta do carro no braço do homem que caiu no chão.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Olha aqui você, vampiro ou sei lá o quê você é, eu to muito atrasado! Será que podia me deixar ir embora em paz? – Dizendo isso , num impulso, pegou a estranha bengala e a partiu-a ao meio, impactando-a contra sua perna.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Nãoooooo! O que você está fazendo?!? Pare!!! – Tentou se levantar, mas levou um soco forte na cara fazendo-o cair de novo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Agora, seu vampiro patético, isso é pra você não matar mais inocentes com sua sede de sangue!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Mas... – Antes de completar a frase levou outra pancada forte na cara, mas dessa vez com a parte de cima da bengala quebrada e caiu duro no chão como se tivesse desmaiado.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Se quiser isso de volta vai ter que pegar feito um cachorrinho! – Disse Andreas não se dando conta do desmaio do oponente e arremessando a parte de cima da bengala para dentro do cemitério.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Quando Andreas viu o homem desacordado se sentiu vitorioso como provavelmente nunca tinha sentido antes. Tinha vencido um vampiro e com muita facilidade. Tinha o feito desmaiar apesar de nunca ter ouvido nada sobre vampiros desmaiando antes. Mas também nunca ouvira de vampiros velhos e muito menos vampiros barrigudos. Ninguém voltava para contar a história normalmente quando se tratavam de vampiros, por isso que devia se saber tão pouco. Entrou no carro novamente, pegando a parte debaixo da bengala e pondo no banco de trás.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Isso aqui fica comigo!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;E saiu rapidamente. Meu deus, estava muito atrasado! Acelerou o máximo e saiu dali o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;	Não demorou muito para chegar ao trabalho, o que normalmente seriam 20 minutos Andreas fez em menos de 10 e chegou suando na porta do Fuel Bar. Quando estacionou e saiu do carro pareceu que tinha acabado de acordar de um sonho. O que ele tinha feito?! Nunca fora de brigar, sempre as evitou. Era forte, ágil, mas que se lembrasse nunca tinha brigado assim antes. Parecia que na hora ele fora possuído, que um fogo tinha se acendido dentro dele. E ainda mais um vampiro? Com certeza ninguém acreditaria naquela história se ele contasse.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O lugar estava movimentado afinal era sexta-feira. Olhou no relógio : sexta feira dia 7 de julho de 2077. Aquele dia ficaria marcado na sua vida. Saíra tarde de casa, tinha perdido a hora e por isso tentou um caminho diferente. Um caminho que ele nunca mais queria fazer. A imagem do vampiro velho não saía da sua cabeça. Mas o que ele sentia não era medo, era uma mistura satisfação e pavor. Tinha liquidado um vampiro, não teve medo, não foi pego no feitiço maligno do ser bizarro, mas ao mesmo tempo aquela visão do homem no chão desmaiado ainda apavorava sua mente. Será que viria atrás dele? O seu pensamento foi interrompido com uma pessoa chamando seu nome.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Andreas! Andreas!! Vem cá! – Disse uma garota bem animada.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Ele demorou um tempo para reconhecer a garota. Tinha um cabelo ruivo, era alta e parecia ter quase a mesma idade que ele. Sua mente estava muito bagunçada, não conseguia lembrar quem era.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Ei, o que você tem? – Perguntou a garota já desanimando um pouco.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Anh... oi... tudo bom? – Retrucou Andreas ainda confuso.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-  Você tá estranho! O que houve? Bom, não importa. Vamos logo que o chefe tá realmente nervoso.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O chefe? Sim, claro, o chefe! Lembrou-se quem era a garota! Era sua colega de trabalho, uma garçonete, nossa, como não tinha lembrado antes? Seu nome era Ursula. Era sua melhor amiga no trabalho. Ela e o barman Silvio, mas que todos chamavam só de barman mesmo por mais estranho que isso possa parecer. Seguiu Ursula que estava entrando pela porta dos fundos. Foi o mais rápido possível vê ro chefe para se justificar. Subiu a escada que levava á sala onde costumava ficar. A porta estava fechada. Andreas bateu e esperou uma resposta. Nada. Bateu de novo e nada novamente. Resolveu gritar para ver se o chefe estava dormindo, mas o silêncio era sepulcral. Aquilo era muito estranho. A porta nunca ficava fechada quando o homem não estava lá. Sentiu algo na cabeça como se pressentisse um perigo iminente. Sentiu um forte impulso para entrar. Tentou abrir a porta, mas estava trancada. Resolveu arrombar, aquilo poderia lhe custar o emprego se não fosse nada, mas a situação provavelmente na tinha como ficar pior. Na primeira tentativa a pesada porta foi ao chão e Andreas se surpreendeu com a própria força. A sala estava escura e ele não conseguia ver nada. Foi entrando devagarinho chamando pelo chefe quando sentiu uma dor muito grande na barriga. Estava sangrando. Não podia ser! O que estava acontecendo? Andreas chegou á luz, a acendeu e só o que viu foi três homens com armas apontadas para a cabeça de seu chefe e mais dois apontando para ele. Tinha levado um tiro na barriga! Aqueles malditos tinham silenciadores. O que diabos estava acontecendo? De repente uma voz grossa falou serenamente:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Garoto, não se mexa senão nós vamos ser obrigados a atirar.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Obrigados a atirar? Vocês não foram obrigados e já atiraram! Não sabem o quanto isso dói?? – Disse Andreas desesperado de dor.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Não conseguia se lembrar de nenhuma ocasião que havia sentido tanta dor! Que vida desgraçada! Queria morrer de tanta dor! Aqueles malditos tinham que pagar! Sua barriga ardia muito do lado esquerdo do umbigo. Por pouco não tinha acertado o coração! Que acertassem, pelo menos terminaria sua vida e não teria que ficar sofrendo tanto daquele jeito. Estava pagando todos os pecados que nunca tinha cometido. Outra voz, mais fina e irritante aos ouvidos de Andreas falou:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Porra moleque! Cala a boca, fica na tua senão a gente vai ter que te terminar agora mesmo!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Se é pra fazer o trabalho vamos fazer direito! Um tiro na cabeça e ele já é presunto! Um problema a menos, meu deus! – Outro falou com uma voz mais irritante ainda. Por alguns segundos Andreas desejou que fizessem o trabalho completo, que livrassem ele daquele martírio. Mas outra voz se ergueu firme:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Silêncio, imbecil. Ninguém está te pagando para falar nada e muito menos para pensar. Então fique quieto e contenha-se em obedecer.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Esse parecia ser o líder de todos aqueles marginais. Era alto, usava um sobretudo preto, óculos escuros. Sua voz soava forte, mas ao mesmo tempo parecia que tudo que falava fazia muito sentido e todos os marginais abaixaram a cabeça depois de ouvir. Tinha barba por fazer, normalmente sua face seria confundida com a de um mendigo qualquer, mas seus olhos pareciam dotados de tanta sabedoria que seriam poucos que não os seguiriam.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Agora você, - Disse novamente o homem apontando a arma a Andreas – não se mexa daí, não quero ouvir nem uma respiração tua. Nós vamos sair daqui calmamente e se fizer fizer qualquer movimento, vou autorizar meus homens a acabar com você com você, entendido?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas ficou em silêncio se remoendo de raiva daqueles marginais. Seu chefe parecia estar muito apavorado, chorava baixinho olhando para baixo. Andreas sentia que ele estava arrependido de algo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Entendido. – Respondeu rapidamente e como num reflexo atacou e desarmou um dos homens.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Alguma coisa estava diferente em Andreas, era como se pudesse algo se desencadeasse em sua cabeça e pudesse prever os movimentos de todos os homens daquela sala. O único que permanecia imprevisível era o homem alto que olhava nos seus olhos com ódio. Não queria o ódio daquele homem, achava-o poderoso demais para poder lidar com ele. Sua mente era muito poderosa.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-  Parece que a coisa está complemente diferente agora né? Se alguém se mexer eu mato ele... – Nem tinha terminado a frase quando ouviu um barulho baixo e sentiu mais uma pontada na barriga. Outro tiro! Fora disparada pelo líder que não exitou em acertar seu homem que caiu urrando no chão de dor. Andreas não conseguiu mais segurar a arma e caiu no chão segurando os ferimentos com as mãos.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Vamos embora. – Ordenou o homem no sobretudo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;E eles foram rapidamente levando seu chefe junto. Nesse momento Andreas não conseguia mais pensar em nada, a dor o consumia completamente. Estava quase inconsciente quando alguém entrou na sala. Dessa vez, Andreas não demorou para reconhecer, era sua amiga Ursula e várias outras pessoas juntas olhando a bagunça com caras apavoradas.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Andreas, o que houve?! Você tá ferido?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Eles... levaram o chefe... – Respondeu Andreas com alguma dificuldade para falar.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Eles?! Eles quem? – Ursula parecia que iria explodir a qualquer momento de tanto nervosismo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Sim, boa pergunta. Quem? – Um policial apareceu e perguntou interrompendo o diálogo dos amigos.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Eu... não sei! – Andreas respondeu confuso. Não sabia mesmo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Não sabe né? É muito estranho tudo isso, o que você estava fazendo aqui?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Ele veio ver o chefe porque queria falar com ele, isso é um crime? – disse Ursula defendendo Andreas.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Hmmm... sei... ele te demitiu foi? – Perguntou o policial intrigado.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Eu cheguei aqui e estava tudo escuro. Eu acendi a luz e uns homens armados até os dentes tavam aí. Eu tentei defender o chefe, mas eles atiraram em mim. Duas vezes! Será que você pode me deixar em paz agora? – Andreas falou tudo isso muito rápido e com um certo tom agressivo. Parecia inteiramente recuperado das balas, todos se surpreenderam com a mudança. Em um minuto ele mal conseguia falar e no outro estava quase gritando.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Outro policial mais velho que os estava observando resolveu interceder:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Andreas é seu nome não é? Me desculpe por toda essa investigação apressada do meu assistente. Nós estamos com muita pressa e não era nossa intenção de deixar nervoso depois de um trauma como esse. Eu sou o tenente Rocha e esse é meu assistente o sargento Guilhem. Nós só pedimos que não deixe a cidade e que compareça ao nosso batalhão dentro de no máximo cinco dias para prestar depoimento, tá bom?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O tenente enfiou a mão em seu bolso largo e depois de tirar muitas coisas, achou o cartão que estava procurando e o entregou a Andreas.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Assim tá bem melhor, mas só vou lá se for o senhor que me atender. Esse seu assistente é muito impertinente.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Assim será! – Respondeu gravemente Rocha se retirando com todos seus policiais.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Só Ursula, Andreas e mais dois companheiros de trabalho peremaneceram no local. Conversaram por alguns minutos, mas Andreas sentia que devia voltar para casa rápido. Sentia um perigo iminente se ficasse naquele lugar.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Bom, eu tenho que ir para casa descansar agora, gente! Isso me desgastou muito. – Além das outras coisas que ele não contaria a ninguém com medo de acharem que era doido.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Não! Você tem que ir para um hospital isso sim. Você levou dois tiros, ora essa! Esqueceu?! – Perguntou revoltada Ursula.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Dois tiros, é mesmo! Ele tinha esquecido! Como se podia esquecer de uma daquelas? Foi aí que ele percebeu que não sentia mais dor, na verdade sentia só uma pequena irritação nos lugares perfurados. Achou aquilo muito estranho e foi verificar os buracos de bala. Abriu a jaqueta e viu a camiseta perfurada, mas o sangue parecia estancado. Passou a mão nos buracos da camiseta, mas não havia mais nenhum machucado, havia cicatrizado. Nem mais a irritação de alguns segundos atrás ele sentia. Ficou mais confuso do que estava antes e respondeu gaguejando á Ursula:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Não... não... eu toooo.... bem sim... pó-pode  deixar! – E saiu da sala rapidamente em direção ao seu carro.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Os outros tentaram o impedir, mas ele tinha que ir pra casa. Estava muito cansado e precisava refletir sobre tudo aquilo. Não estava entendendo mais nada. Além do mais ele sentia como se algo o tivesse empurrando a voltar para casa. Como se tivesse sendo chamado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas logo saiu de seu trabalho com considerável rapidez. Sua situação era deplorável. Morria cada vez que pensava no acontecido. Antes daquilo, sua vida não passava de mais uma "normal" dentre a multidão. Garçom em um bar respeitável que de madrugada virava uma boate e que o salário deste sustentava razoavelmente sua sobrevivência. Algumas namoradas, aula da karatê, a emoção de sua vida nunca passava daquilo. Mas de repente em um dia qualquer eis que ele espanca e humilha um tipo estranho no cemitério, se encontra com uma coragem imensa ao tentar salvar seu chefe, leva tiros e eles desaparecem de seu corpo como mágica. E sua cabeça... sua cabeça doía. Notou quando enfiava a chave em seu carro. Doía pouco, mas incomodava. Leves, mas estranhas irritações faziam cócegas horríveis na parte esquerda da testa.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Sentou-se no banco do carro, segurou no volante, suspirou e ficou um bom tempo olhando para frente. Estaria ele dramatizando tudo? Pensou que podia ser apenas um dia estressante com acontecimentos estranhos, mas que aquelas coisas podiam acontecer com todo mundo e não passava de uma grande coincidência. Com esse pensamento deu partida no carro e deu voz a sua cabeça, que lhe instigava uma vontade absurda de voltar para casa.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;No caminho, estava com a cabeça nas nuvens e nem percebeu que havia passado bastante do limite de velocidade. Só se tocou quando ouviu e viu a sirene de uma moto policial atrás dele. O policial fez sinal para Andreas encostar e, percebendo a burrada, o fez imediatamente, até um pouco mais brusco do que o necessário. O policial com seu capacete, sua viseira, seu casaco de couro, sua roupa de policial por baixo e sua bota aproximou-se. Andreas estranhou um pouco tanta roupa em uma pessoa só.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-O senhor sabe que estava acima do limite? Bem acima do limite. O senhor bebeu?- Inquiriu educadamente o policial.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Não. Foi um dia duro, senhor policial.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O homem pareceu não ouvir e pegou um caderninho de multas no bolso do exagerado casaco de couro.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Vou multá-lo. Infração gravíssima sabe? Isso vai custar nas suas duas carteiras, a do bolso e a de motorista. Me entende?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas entendia, o quê haveria de fazer? Infligira a lei. Sentiu-se culpado e sua cabeça começou a doer de novo. Foi aí que sem olhar para o policial ouviu sua voz em alto e bom som.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Esse babaca não vê que eu nem pedi os documentos? O quê ele está esperando para me dar cinquentinha para eu livrar a cara dele? Que saco, até vinte eu aceitaria agora se ele oferecesse.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Ouviu isso de costas para o policial enquanto pegava os documentos no carro por conta própria e quando este terminou, Andreas virou, olhou para a cara dele e, completamente chocado, perguntou:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Mas...! O que você disse?!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O policial parecendo assustado e como se saindo de um interrogatório interno, respondeu sem entender nada.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Eu? Não disse nada. Tinha dito que era infração gravíssima. Só isso. Porquê está pegando a carteira?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Vinte reais me livram então?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-O quê? Está tentando me subornar? – Cinicamente chocou-se o guarda com a proposta.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Ué, você não tinha dito que...?!?- Fez um gesto exagerado com as mãos mostrando que não entendia nada e exclamou – Anh?!&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Os dois permaneceram em pé um olhando para o outro pensativos. A dor de cabeça de Andreas havia desaparecido. O policial propôs então seca e silenciosamente:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Trinta.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Então pegou a carteira de Andreas como se tivesse vendo os documentos, pegou discretamente 30 reais, lhe devolveu a carteira e foi embora sem dizer nada.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas voltou ao carro confuso pensando "Esses policiais são uns loucos!" e logo chegou em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Chegou em casa ainda apreensivo. Rapidamente enfiou a chave na fechadura e empurrou a porta com certa violência. Entrou no seu apartamento envolto em uma completa escuridão, jogou a carteira que estava lhe incomodando para qualquer canto e acendeu um abajur pequeno em sua humilde sala-cozinha.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;O apartamento não era grande coisa, mas era o suficiente para Andreas. Um quarto com uma cama e um computador; e a sala-cozinha, com um televisor, uma geladeira, uma pia e um microondas. Só isso. Só mesmo o necessário. Economizara bastante tempo para comprar o carro e não sobrara quase nada para a casa. Não fazia questão dos grandes e caríssimos avanços, que se tornaram mais caríssimos ainda depois da longa e destruidora de bolsos humildes terceira guerra mundial, da qual o Brasil participara pouco, mas o suficiente para o aumento dos impostos e a conseqüente falência e decadência do país, acompanhando a tendência do resto do mundo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Mas Andreas nunca ligou para política, guerras e essas baboseiras de gente que não bate bem, ligava apenas para o seu bolso e sua geladeira. Lembrando-se disso abriu a geladeira e viu apenas os restos de alguma recente comilança. Assustou-se e ouviu uma voz vindo aparentemente do nada.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Peço-te que me desculpe Andreas. - disse uma voz vinda do meio da sala - Não comia nada há milênios! Reporei-lhe os mantimentos assim que for possível.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas virou-se rapidamente aterrorizado com os olhos esbugalhados procurando a misteriosa, mas familiar voz na sala escura. Num pulo passou sobre o sofá e acendeu todas as luzes da sala no interruptor. O que viu o deixou sem palavras. O estranho homem, ou seja lá o que fosse que tinha abatido no cemitério, estava ali, sentado em sua poltrona preta - a mais cara de todas as três em sua casa - com a mesma palidez e os estranhos e atraentes olhos azuis da outra vez. Parecia ainda mais velho que antes. Seus longos cabelos brancos pareciam ainda mais brancos e abandonados. Pôs-se a falar novamente o homem:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Já estou acostumado com silêncios e olhos arregalados, não se preocupe. Só não deve demorar muito. Tempo é algo que não dispomos no momento. Ó contradição absurda. - Disse o estranho homem com sua voz arranhada e lenta sem muita expressão.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas então chegou ao auge de confusão e irritação mental que um ser humano possivelmente pudesse chegar. Chegou a conclusão que ali poderia estar o pivô de todas as coincidências do dia. "Deveria questioná-lo" então pensava Andreas, mas por mais que se esforçasse nenhuma palavra saía de sua boca.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Como não dispomos de tempo, devo sintetizar o ocorrido com o máximo de rapidez possível e explicar-lhe resumidamente o que precisar saber. Portanto, aí vai - o homem respirou fundo como que por uma eternidade como se lamentasse a morte de alguém muito querido e disse lentamente - Andreas, você quebrou meu cajado. Não sei como fez isso e nem me interessa agora, mas você fez um grande mal, saiba disso. O cajado, além de muitas outras funções, mantinha os vampiros dentro do cemitério e mantinha-me vivo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Ante o impacto das palavras "vampiros" e "vivo", Andreas recuou um passo e finalmente conseguiu falar:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Você não é um...? - Sentiu um misto de vergonha e medo de pronunciar a palavra vampiro.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Não. E as perguntas ficam para mais tarde. Para depois que realizar sua missão.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Minha... missão? - perguntou Andreas temendo pela reposta.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Sim. Você, além de tê-lo quebrado, jogou uma parte do cajado dentro do cemitério. Só juntando as duas partes poderei receber minha essência de volta. Você deve entrar no cemitério, recuperar o pedaço antes que os vampiros percebam a erronia e infeliz libertação do selo ao cemitério e antes que eu me desfaleça. - Parou e pensou - Oh sim, deveras infeliz! - Lamentando-se prosseguiu - Você tem uma semana apenas. É melhor se preparar. Enquanto isso morarei na sua casa para assim poder me alimentar e repousar, necessidades humanas que me são novamente necessárias por causa da sua imprudência.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Os dois permaneceram em silêncio durante um certo tempo até o estranho se levantar e caminhar em direção ao quarto de Andreas. Só quando chegou na porta que disse:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Boa noite a você. Não durmo há milênios então peço que não me interrompa no meu sono para que não sinta minha ira desnecessariamente. - E fechou a porta do quarto.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas ficou com o pequeno sofá da sala. Sentou-se e fugiu para a despreocupação do mundo dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Na manhã seguinte, acordou descansado como se tivessem passado dois dias. Não tinha idéia de que horas eram. Lembrava do acontecido como um sonho distante ao qual se apegava apenas a detalhes. E torcia para que fosse um sonho. Queria sua vida, mesmo que monótona, de volta.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;A primeira coisa que lhe veio á cabeça quando se levantou e percebeu que estava dormindo na sala foi que o "velho cabeludo", como Andreas o chamava em seu diálogo interno, estava provavelmente naquele momento dormindo no seu quarto. E se isso estava realmente acontecendo então todo o resto era a pura realidade do dia anterior. "Preciso conferir" pensou Andreas ainda que a idéia de entrar no quarto gelasse seus ossos por completo. Então antes que pudesse sentir fome ou a simples vontade do tradicional café da manhã, se levantou hipnotizado caminhando na direção do próprio quarto. Estava tão apavorado que tentava não pensar em nada, queria apenas comandar seus membros a servirem-no sem que o medo atrapalhasse. E conseguiu chegar até a porta. Parou e, ainda hipnotizado pelo pavor, não sabia se batia ou se simplesmente abria a porta. Ainda estava um tanto debilizado pelo sono e pelo medo do desconhecido. Tanto que nem percebeu o tempo que ficou parado em frente da porta. Tanto tempo se passou que os músculos saíram de seu controle e travaram automaticamente. Já era impossível entrar no quarto usando o raciocínio lógico antes, agora os reflexos e a força de vontade também se tornaram inúteis.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Logo Andreas desistiu. Andou para trás lentamente encarando a porta como se ainda restasse alguma esperança. O sol batia na sua nuca através de uma rúdica grande janela situada logo atrás do sofá onde tinha dormido, mas isso só o incomodou mesmo quando se virou e olhou para a janela. O sol penetrou seus olhos e Andreas sentiu como se os raios solares se espalhassem e fossem absorvidos por todo o corpo. Aquilo o fez sentir-se renovado por algum motivo e todo o medo e incompreensão foram embora pelo tempo em que ficou de frente para a janela. Tirou toda a sua roupa já suja da outra noite, ajoelhou-se no chão e abriu os braços na direção do sol. Fechou os olhos e sentiu o calor queimar sua pele. Seu sangue ferveu e fluiu como nunca. Seus olhos sorriram com uma vermelhidão orgulhosa. Sentiu como se tivesse renascido naquele momento.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Com uma mão empurrou o chão e se levantou com surpreendente destreza, vestiu-se com a roupa do dia anterior e com uma face confiante e uma mente vazia saiu para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	“É” Pensou Andreas no caminho para o trabalho, “vai ser assim daqui por diante pelo que parece, minha vida mudou e não há como negar isso. Agora, só não sei como vou lidar com esse cara lá em casa, ele acha mesmo que eu vou ao cemitério lutar com vampiros?!” E pensou nisso ridicularizando a palavra “vampiros”.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Passou pelo cemitério e o olhou de lado um pouco. Logo depois tentou negar sua existência, ignorá-lo. Mas foi irresistível, era impossível não ver os portões principais enormes, velhos e acinzentados completamente escancarados. Como se algo tivesse saído dali com muita violência. Virou na primeira entrada a direita e lembrou-se “O louco disse que eu tinha uma semana, isso não deve ser nada”. Lá estava ele acreditando em vampiros de novo. Bateu na cabeça e disse repetidamente e baixinho “Isso não existe!”.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Já estava chegando no trabalho e não tinha idéia do que ia encontrar lá. O chefe estaria de volta? Funcionaria ainda o lugar? Não precisava ir tão cedo, mas a idéia de ficar na casa com aquele homem pálido lhe repugnava.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;5 minutos depois chegou no Fuel Bar e a região estava completamente desolada. Não só o bar estava fechado como estava tudo deserto. A porta fechada a trinco, o chão sujo com latinhas e garrafas e papéis velhos voando de acordo com o vento. Parou o carro usando o imenso espaço que tinha no estacionamento à frente do bar. Não tinha nenhum carro estacionado, absolutamente nenhum. Não havia ninguém para lhe recolher o cartão do estacionamento e a máquina estava desligada. Mesmo assim Andreas parou e saiu do carro caminhando em direção a porta trancada. Olhava com curiosidade aquele deserto que mais parecia um filme de faroeste ou um sonho. Talvez estivesse muito cedo para abrir, só mais tarde chegaria alguém talvez. Ou então, realmente como havia desconfiado o lugar fechou enquanto o dono estava seqüestrado. &lt;br /&gt;	&lt;p&gt;De repente viu a primeira alma viva. Um homem mulato simples com um macacão aparentemente de mecânico. Andreas ia lhe dar bom dia e lhe perguntar se ele sabia de alguma coisa, mas o outro lhe respondeu antes que pudesse perguntar. Disse sem abrir a boca olhando firmemente nos olhos:&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;“Sai daqui agora! Meu Deus sai daqui!” No final da frase ouviu-se um disparo que atravessou o mecânico na barriga. Logo outro e outro. O homem caiu no chão agonizando enquanto Andreas tratava de apavorar-se. Ficou parado atemorizado olhando o homem se arrastando fazendo um rastro de sangue. Olhou de novo no olho do homem ainda vivo e ouviu um último suspiro “Sai...”.  Tudo tinha sido muito repentino e Andreas não estava acostumado àquelas coisas por isso estagnou-se sem mexer um pé apenas olhando o rosto do homem morto. Só recobrou a consciência plena quando ouviu vozes vindas de não se sabe onde. Não queria nem saber de onde tirou veio o tiro nem quem estava falando nem muito menos quem havia disparado e pôs-se a correr muito rapidamente até o estacionamento. Ninguém apareceu para lhe incomodar até atingir o carro. Quando girou a chave um carro preto Moebius com os vidros negros adentrou a rua de um modo sinistro. Andreas deu a partida o mais rápido possível, acelerou e saiu derrapando derrubando duas latas de lixo do estacionamento entrando numa rua qualquer sem ter qualquer noção de direção e de um possível destino. O outro carro também acelerou, só que mais rápido ainda, mas estava ainda a uma longa distância.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas estava desesperado, mas seus reflexos pareciam melhores e tudo aparentemente ocorria muito lentamente agora que estava no carro, com demasiado tempo para pensar e repensar a situação em que se metera. A princípio não conseguia organizar os pensamentos, mas logo desconfiou no homem hospedado na sua casa. Podia ser tudo uma armação, tudo poderia estar conectado e ter a ver com o assalto ao bar, tão simples quanto isso. Não acreditava o quão paranóico tinha sido. Não sabia como podia ser explicado, mas com certeza havia algum jeito de faze-lo. Devia ir á polícia falar com os detetives inconvenientes do dia anterior. Era melhor do que nada. Quem sabe assim eles, que afinal viviam disso, não arrumavam uma conexão entre tudo e finalmente o fariam descrer de todo aquele absurdo de vampiros, cajado e todas essas besteiras. Era um mero caso policial e é precisamente lá que se resolvem esses casos concluiu Andreas muito satisfeito consigo mesmo. Entretanto, quando lembrou-se de estar numa rua movimentada dirigindo seu carro e possivelmente sendo perseguido por outro, tratou de voltar á realidade e apressar-se em direção á delegacia. Em cerca de 5 minutos chegou e estacionou na frente do prédio já que era muito cedo e apenas uma patrulhinha estava estacionada. Quando saiu do carro, viu o carro preto pelo qual ainda estava sendo perseguido, mesmo que muito silenciosamente, passar e ir embora pela rua.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Entrou e encontrou o lugar num estado mais precário do que poderia imaginar. Dois corredores, um de cada lado, se encontravam sujos com água e papéis diversos no chão enquanto na recepção localizada no centro, um gordo atendente com a camisa aberta estava dormindo estirado na mesa. Andreas muito cautelosamente tentou chamar o homem gordo, mas ele não respondia. Parecia uma daquelas pessoas que ninguém teve coragem de acordar depois da festa. Mais alto, falou e cutucou o homem:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Hei, você! Preciso de ajuda! – Mas nada de resposta. Notou que surpreendentemente havia um sininho de recepção ao lado da mão do homem gordo. Pegou e começou a apertar impacientemente.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O homem levantou a cabeça da mesa na qual estava deitado e caiu um pouco para trás para logo a seguir levantar os olhos vermelhos na direção de Andreas.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sim, sim, sim, eu já ouvi, obrigado, obrigado! – Disse o homem com uma voz rouca. Pigarreou e olhou para frente como se tentasse decifrar o que estava acontecendo ou, ao menos, o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;p&gt; Andreas cruzou os braços esperando o homem se recobrar, o que demorou a acontecer. Depois de decifrar que estava numa delegacia e que o homem o esperava atendê-lo, abotoou sua camisa e tentando parecer respeitável tentou levantou para saudá-lo, mas o melhor que conseguiu foi cair de novo na cadeira desequilibrado.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sim, sim, isso está uma bagunça, eu estou uma bagunça, blá blá blá blá! Já conheço todo esse papo. Agora, vá direto ao assunto que eu tenho muito o que fazer! – Disse o homem que agora podia-se ver o crachá no qual estava escrito o nome “Rogério Mattos” acompanhado de “Assistente de Detetive”.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- O quê de tão urgente você tem que fazer se estava dormindo? – Perguntou Andreas questionando-se como um homem tão preguiçoso podia ter chegado a assistente de detetive.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Me respeite homem! Você está falando com uma autoridade policial! Mas veja bem, estou aqui para te ajudar. Se não disser o que quer, não posso fazer nada por você e eu não podendo fazer nada por você, não existe utilidade nenhuma para sua presença aqui. Portanto, fora daqui! – Rogério olhou torto e percebeu que estava exagerando. – Me desculpe, não tem ninguém no momento. Assine este formulário aqui com seu nome, motivo e telefone que entraremos em contato se possível e se for importante o suficiente para que nos importamos.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Andreas surpreendeu-se com tanto informalidade acompanhada de tal burocracia. Como podia ser tão hipócrita o policial?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não entendo. O que aconteceu com essa delegacia? – Disse Andreas como se falando consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não aconteceu nada e é exatamente esse o problema. Desde que o governo foi privatizado, cortaram quase toda a verba para a policia. Eles dizem que “é uma instituição ultrapassada”! – debochou Rogério – Consegue acreditar nisso? Nós nos viramos do jeito que conseguimos. Quase morremos de fome, mas o nosso amor pela segurança é maior do que qualquer sede ou fome. Nós amamos nosso país e queremos ver seus cidadãos sãos e salvos! Defendemos os fracos e oprimidos! – Entoou a voz nas duas últimas frases e deu a impressão de já ter dito aquilo algumas vezes e que nenhuma originalidade era presente ali.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Bom, onde está o tenente Rocha? Preciso falar com ele urgentemente. – Ignorando o patriotismo do obeso assistente de detetive.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Rogério se recompôs pigarreando e ligeiramente ofendido pelo seu ufanismo ignorado.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- O tenente rocha não está no momento, você pode assinar esse papel se qui...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu sei que ele não está, você já disse! Mas eu preciso falar com ele urgente. É caso de vida ou morte entende? Vida ou morte! – Exaltou-se Andreas.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- É o seguinte homenzinho! O telefone daqui não está funcionando então a não ser que queira que o caso de vida e morte vire morte, anote seu nome e telefone aí que assim que ele aparecer eu peço para ele entrar em contato com você.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Andreas muito contrariado pegou o papel e escreveu “Andreas Wanderslyke, 23 anos , telefone 24011-0090906, essa delegacia é completamente inútil. Por favor sr. Bitera, me contate o mais rápido possível. Vi um assassinato hoje e estou sendo perseguido por um carro preto.  Por favor pelo amor de deus, passe um pano nesse lugar!”. Entregou para Rogério e saiu rápido apressado e irritado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Saindo da delegacia, já não avistava carro preto nenhum. O detetive não estava, a força policial era uma porcaria (se é que se podia chamar de força), o mínimo que podia ter era um pouquinho (mesmo que muito pouquinho) pedacinho de sorte em sua vida, na qual o sumiço do carro preto já era uma grande evolução do atual estado das coisas. Sentiu o ambiente leve e seguro e tranqüilizou-se. Seguiu diretamente para o seu carro parado na frente da delegacia no que seria o estacionamento, mas mais parecia um campo de coleta de lixo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Dirigiu calmamente e devagar, até devagar demais. Alguns buzinavam, outros piscavam e os mais nervosos xingavam, tudo pela lentidão do Hikton. Andreas relaxou tanto que era como se o carro tivesse andando no piloto automático. Quando se deu conta do seu estado de meditação involuntário, já estava estacionando na garagem de seu prédio. Subiu como um zumbi e alguém automaticamente abriu a porta de sua casa assim que pisou no andar.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Bom dia, caro Andreas. O que acha de termos aquela nossa conversinha agora?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Andreas, voltando a si, viu o homem pálido parado onde normalmente estaria a porta, mas que agora estava aberta. Ele estava sério completamente estático, como e tivesse controle sobre todos os músculos do seu corpo. Apenas os seus olhos emitiam alguma vibração e mostravam que estava vivo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não quer sentar-se, Andreas? Sei que está um tanto ansioso com a situação, mas logo lhe explicarei todos os pormenores.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O homem entrou na casa e sentou-se. Andreas saindo de pouco em pouco do transe, sentiu-se na obrigação de fazer o mesmo&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- E então? – Andreas perguntou quebrando o silêncio repentino.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- E então o quê? Não sei exatamente o que quer saber. A minha grande dúvida é a quantidade de informação a qual você está preparado para receber, se devo te contar apenas o básico ou devo ser absolutamente sincero, se é que sinceridade absoluta existe.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Não existe, mas o quê importa? Quero saber tudo. O quê está acontecendo comigo, com o meu mundo e com a minha geladeira? – Andreas já estava totalmente recuperado do transe, totalmente e um pouco mais. Nunca esteve tão lúcido em toda sua vida. Qualquer que fosse a resposta do homem pálido ele estava com os ouvidos e a cabeça a postos para decodificar qualquer informação que pudesse vir, o mais estranho e complicado que pudesse vir a ser.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Pois bem. Não sei quanto a sua geladeira, mas o resto creio que posso explicar...&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Espera! – Andreas interrompeu bruscamente – Antes de tudo, preciso saber o seu nome.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- O meu nome? Já tive muitos nomes. Cada época, cada lugar me dão um nome diferente. Não me importo muito com nomes. Sei que para os seres humanos é uma informação muito importante não é? – Andreas apenas assentiu – Pois então peço desculpas! Não tenho um nome de verdade, mas costumam me chamar de Arzum nos dias de hoje.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Épocas, lugares, nos dias de hoje, seres humanos... –pensou em voz alta Andreas – Afinal, o que é você?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Para que você pudesse entender a minha lógica e o meu propósito, porquê é isso que os seres humanos sempre procuram nas coisas, eu teria que lhe explicar muitos conceitos dos quais você não é familiar e que mesmo eu  explicando com afinco, é totalmente imprevisível o tempo que demorarias a entender. Poderiam ser dias, anos ou talvez nunca. A impossibilidade deve ser considerada como uma possibilidade. E desculpe o trocadilho. – A voz de Arzum era fria e lenta, e Andreas sentia um peso de muito tempo que finalmente se abatia sobre ela.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Tá bom, esquece isso então. Me diz então o que você é. Um vampiro acho que não , não é? Não faria sentido. O quê o leva a lutar contra os vampiros? Você é algum tipo de caça-vampiros?&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Não exatamente. Posso ser, mas não é meu dever. Hoje, ou melhor ontem, faço isso mais por impaciência do que qualquer coisa. Vivi tanto tempo e agora só vejo esse mundo definhar rapidamente. É o que vocês humanos chamariam de uma mistura de “falta do que fazer” com “fazer a minha parte”. Expressei-me certo? Quero dizer que não é o meu dever espantar os vampiros, mas como a minha esperança já foi embora faz tempo, isso é o que me sobra para aliviar a consciência do fracasso.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Andreas acompanhava cada lenta sílaba dita por Arzum e tentava compreender tudo, mas ele falava muita coisa e não dizia nada pensava Andreas.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Então, quer dizer que eu acabei com o seu poço de alívio e você veio aqui me culpar e me pedir ajuda?- Alfinetou Andreas.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;A face de Arzum ficou mais séria do que estava e adquiriu um formato rígido. Seu olhar acompanhou a mudança de sua face com exatidão.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;-Sim , é isso, exatamente. A verdade é que eu não gosto de vampiros. O poder que me foi concedido não abrange os vampiros e isso me entristece, pois são criaturas fascinantes.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Se são fascinantes como diz, como pode não gostar? Eu os odeio sem nem os conhecer e não vejo nada de fascinante.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;Arzum pareceu ficar irritado com o comentário de Andreas e foi áspero.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Você não vê por dois motivos. Porquê não os conhece e porquê é um tolo. Um vampiro recém nascido já tem três vezes a força e agilidade de um homem normal, enquanto continuam sendo pessoas cultas, refinadas e de grande inteligência. É um grande paradoxo como duas forças completamente distintas podem viver em um ser assim e nunca parecem estar em conflito. A inteligência e a maldade; a polidez e o horror; a delicadeza e a força. É uma pena realmente serem tão perversos, senão seriam muito bem vindos a sair daquele cemitério sujo.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- Porquê não os deixa então? Você, Arzum, está me parecendo mais um protetor do que um combatente de vampiros. Afinal o que é você? Não está claro isso para mim.&lt;br /&gt;	&lt;p&gt;- E nunca ficará claro – Respondeu rispidamente o ainda irritado Arzum – Você me decepciona Andreas, achei que pudesse entender. Eu os amo e os odeio e isso está intimamente ligado ao grande paradoxo que acabei de lhe explicar e com certeza não estava ouvindo. – Respirou fundo e continuou – Agora, se este assunto está terminado gostaria de tratar de outro que o fará satisfazer algumas de suas curiosidades. Está bem?&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108105643873991940?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108105643873991940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108105643873991940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/estava-dirigindo-seu-carro-com-muita.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108093583298545571</id><published>2004-04-02T15:57:00.000-04:00</published><updated>2004-04-02T16:00:53.483-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cheguei uma conclusão pela minha bloguística através dos tempos: Se ninguém comenta ou se não entendem, provavelmente é um bom sinal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108093583298545571?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108093583298545571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108093583298545571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/04/cheguei-uma-concluso-pela-minha.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108074321761542928</id><published>2004-03-31T10:26:00.000-04:00</published><updated>2004-03-31T10:30:34.746-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faustinho, como era chamado, nos seus 14 anos, costumava acordar todo dia mais cedo do que o necessário para ir a aula e voltar mais tarde do que o tolerável por seu pai. Todo dia levava surra de cinto, mas isso não o fazia chegar mais cedo. Pelo contrário, cada dia chegava mais tarde. O pai Adir, vendo que as surras estavam tendo de alguma maneira o efeito inverso, decidiu abolir o método e castigar o menino no bolso, não daria mais nem um tostão para o malcriado. No dia em que se decidiu disso, Faustinho chegou cerca de dez da noite quando seu pai havia exigido que chegasse no máximo ás cinco para que não perdesse a oração das seis. O menino, por incrível que pareça, chegava saltitante e cantarolando algum sambinha. Adir o esperava na janela.&lt;br /&gt;- Menino, o quê está pensando da vida ? Rapaz, eu te falei para chegar ás cinco em ponto, você perdeu a ave-maria e o jantar. Afinal , o que está pensando? O quer que eu faça para você me obedecer?&lt;br /&gt;- Nada papai, fui um menino mau, me desculpa! Desculpa! Prometo que não acontece mais! – Disse Fausto ainda cantarolando e olhando indiferente.&lt;br /&gt;- E não acontece mesmo! Mas dessa vez, não vai mais levar surra!&lt;br /&gt;Fausto parou de cantarolar e olhou para o pai, confuso. Falou enrolado e confuso:&lt;br /&gt;- Como assim papai? Mas o senhor me falou para chegar ás cinco e eu cheguei ás dez. Como não vai me surrar?&lt;br /&gt;- Não vou. Decidi e pronto. Não discuta comigo.&lt;br /&gt;- Mas pai! O senhor nem sabe onde eu estava. Pois vou te dizer, estava num sambinha ali na Rua Três. É isso mesmo, estava lá com uns amigos, sim senhor.&lt;br /&gt;- Num samba? Mas eu já te disse que você está proibido de ir nesses antros de perdição Faustinho! O quê foi fazer lá? – Enfureceu-se Adir, nitidamente tentando se controlar.&lt;br /&gt;- Nada, papai! Só dançando com meus amigos. – Disse com as mãos juntas nas costas balançando junto com o corpo inteiro e o olho.&lt;br /&gt;- Dançando?! Mas você só tem 14 anos! – Rezou sussurando um pouco para se acalmar e continuou – Mas não vou te surrar mesmo assim, isso está decidido...&lt;br /&gt;- Não vai me surrar?! Não vai me surrar?! – Revoltou-se o até calmíssimo Faustinho – Então, papai, agora o senhor vai saber o quê eu estava fazendo! Eu não estava dançando, quer dizer de certo do modo estava, mas não exatamente. Eu fui um menino muito mau! Você não sabe...&lt;br /&gt;- Você? Você?! Quem VOCÊ acha que eu sou para sair me chamando de VOCÊ como se fosse um amiguinho qualquer?! Vá já para sua cama ou eu lhe expulso da minha casa. – Dessa vez, Adir não se controlou nem um pouco. Adir era conhecido na região por reagir de modos insanos a conversas aparentemente inofensivas.&lt;br /&gt;- Então, papai! Eu te chamei de você! Veja só, eu mereço ou não mereço uma surra?!&lt;br /&gt;- Merece sim! Mas não vai receber e se me chamar de VOCÊ mais uma vez, eu acabo com a sua raça menino insolente!&lt;br /&gt;- Oh não papai! Você não faria isso, faria?&lt;br /&gt;O menino Fausto apanhou tanto de Papai Adir que ficou uma semana sem conseguir andar e deitar direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108074321761542928?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108074321761542928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108074321761542928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/faustinho-como-era-chamado-nos-seus-14.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108032083698538672</id><published>2004-03-26T13:07:00.000-04:00</published><updated>2004-03-26T13:23:52.060-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vou criar um blog sobre futebol. Sugestões pra nome??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108032083698538672?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108032083698538672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108032083698538672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/vou-criar-um-blog-sobre-futebol.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108011204955185562</id><published>2004-03-24T03:07:00.000-04:00</published><updated>2004-03-24T03:19:42.513-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bodunha e Erivan, os vizinhos da direita e da esquerda respectivamente de Adir, decidiram sentar em cadeiras de praia na calçada da rua e passar o dia vendo o domingo passar. Mas logo a idéia lhes pareceu idiota já que domingo nada acontecia, só famílias e cachorros indo passear e pessoas indo se reunir na casa de outras para fazer o que todos já estavam fazendo: ver tv. Algumas se diferiam, como a família de Adir, que foi a igreja de manhã cedo e só agora 2 horas da tarde estava voltando. Bodunha, negão barrigudo e bigodudo com o jeitão de malandro, que mesmo velho não tinha perdido, cumprimentou a família:&lt;br /&gt; - Opa meus queridos! Como vão? Como vai a igrejinha, Deus, seus adeptos e o diabo a quatro?&lt;br /&gt;Erivan logo interviu com sua voz rouca antes que a família pudesse se revoltar com as blasfêmias proferidas:&lt;br /&gt; - Esse Bodunha não tem jeito mesmo! Ele está só brincando! O quê ele quer dizer é : Como vai o domingo dessa família tão bonita, especialmente a moça se me permite dizer, e tão unida voltando de seu serviço a nosso Papai do Céu?&lt;br /&gt;Adir, que estranhamente não se ofendera quando Bodunha falou, enfureceu-se quando acabou de ouvir Erivan "falar tantas asneiras":&lt;br /&gt; -Olhe aqui, sr.Erivan! Brincadeira é a vovózinha! Não se brinca com a palavra de Deus! Você acha bonito fazer isso? Faça-me o favor, um senhor dessa idade brincando com coisa tão séria! Já está na hora de o senhor tomar jeito e admitir a idade que tem!&lt;br /&gt;Adir passou furioso puxando Fausto e Nilda com ele para dentro da casa. Erivan penteou o bigodinho com o dedo, ajeitou e bufou como se dissesse "Mas o quê foi quê eu fiz?" e finalmente ajeitando suas pernas magras e branquelas sobre a cadeira de praia disse:&lt;br /&gt; - Mas o quê foi quê eu fiz?&lt;br /&gt;Os dois permaneceram em silêncio olhando para o nada durante uns cinco minutos até Erivan interromper:&lt;br /&gt; - Bodunha, essa família é no mínimo curiosa.&lt;br /&gt; - Porquê meu querido Eri?&lt;br /&gt; - Ora essa, onde já se viu uma família que se irrita com brincadeiras, mas não com ofensas e que o filho rebola mais que a mãe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108011204955185562?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108011204955185562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108011204955185562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/bodunha-e-erivan-os-vizinhos-da.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-108002595090618273</id><published>2004-03-23T03:12:00.000-04:00</published><updated>2004-03-23T03:15:56.750-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje minha aula de teoria da comunicação foi um tanto esclarecedora. Finalmente eu pude entender a perguntar e sempre me fiz e sempre tentei fazer aos outros, mas nunca vieram as palavras certas e ainda não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano não pode nunca ter individualidade. Não existe, não existe mesmo por mais doloroso que possa parecer, não existe na verdade esse negócio de identidade e etc... tudo é cultura. Mas isso é óbvio e sempre foi pra mim então a questão realmente sempre foi : "Se nós somos tão presos a essa cultura, existe como não sermos, se realmente fossemos nós mesmos se é que isso existe?" E o quê o professor disse exatamente hoje : "Se alguém realmente tiver uma identidade individual, independente da cultura, esse ser não vai poder ter qualquer tipo de relação com algum membro de qualquer sociedade". Pode parecer besteira, mas é exatamente o quê eu sempre tentei entender, essas pessoas que se dizem alternativas, diferentes e tal, mas que são super populares. Como se poderia uma coisa dessas? É só raciocinar um pouco para perceber que o ser que se afastasse das regras da sociedade e da cultura e fosse realmente diferente (não necessariamente muito diferente) seria muito confrontado porquê ele mostraria ás pessoas inseridades na prisão da cultura todas as contradições e "erros" que elas cometem sem nem perceber e ás vezes até percebendo, mas como é permitido, qual é o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o quê eu nunca entendi foi quando vi o alternativão da escola tomando coca-cola no macdonalds ou os "comunistas" maconheiros virando reacionários. Aí eu me perguntava, como pode? Como podem ser tão hipócritas? Mas a resposta é mais simples do que parece. Simplesmente a cultura predominante é a da crítica, a de sempre querer revoluções mesmo sem sentido ou propósito algum. A tradição comteporânea passada de pais pra filhos hoje em dia é a revolta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-108002595090618273?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108002595090618273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/108002595090618273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/hoje-minha-aula-de-teoria-da-comunicao.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-107997036736272342</id><published>2004-03-22T11:46:00.000-04:00</published><updated>2004-03-22T20:17:08.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acontece que Fausto cresceu sob muita proteção familiar principalmente da mãe e sempre foi um menino muito amado. Mas havia algo que todo mundo via e comentava na região e que os pais não viam: o menino crescia, crescia, crescia e cada vez mais podia-se notar que cada dia que passava o menino tornava-se mais afeminado. Mas claro que a mãe adorava aquilo, o diálogo entre eles era ótimo, parecia a filha que Nilda tinha pedido a Deus, e na verdade assim ela o considerava: "Uma dádiva de Deus", tinha tudo para poder sustentar a casa no futuro, mas mesmo assim continuava sendo seu melhor amigo, o que mais uma mãe podia querer? Já o pai não via nada. Achava que era fase, que brincar de bonecas e andar só com as meninas é uma pura questão de idade que logo passaria. Mal sabia ele que na cabeça de Fausto o seu interesso era claro e não escondia isso de ninguém que perguntasse nos seus 13 anos de vida: meninos. O povo do bairro vivia a debochar de Adir, mas ele não lhes dava atenção, apenas dava um toque para os debochados "Deus um dia há de castigar esses que espalham mentiras pelo mundo" e logo calavam-se os engraçadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia quando Fausto fez 14 anos Adir começou a se preocupar. O filho não demonstrava o menor interesse quando o assunto era mulher ou quando apareciam mulheres gostosas na televisão, mas em compensação ficava louco quando passavam os programas de fofocas e tinha mania de xingar as mulheres que apareciam namorando os homens bonitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-107997036736272342?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107997036736272342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107997036736272342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/acontece-que-fausto-cresceu-sob-muita.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-107984573697682543</id><published>2004-03-21T01:08:00.000-04:00</published><updated>2004-03-21T01:17:26.030-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aprendi a valorizar, assim, ao extremo algumas pequenas coisas na minha vida ultimamente. Na verdade não são pequenas, são essenciais para a vida. E é claro que eu me refiro á descarga e á boca.&lt;br /&gt;Mais a boca do que a descarga, mas eu adoro quando temos que sofrer nas nossas vidas para que o simples ato de salivar menos ou de poder dar descarga sem ter que encher um balde sentindo cheiro de cocô se tornam grandes maravilhas. Agora quando eu comer (minha boca ainda está uma porcaria) e quando eu dou descarga eu vejo quantas maravilhas e momentos bonitos em nossas vidas perdemos de vista por bobagens como pressa e ansiedade. Felizes são aqueles iluminados que conseguem enxergar beleza em cantinho de parede sem ter que sentir a falta daquilo para valorizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-107984573697682543?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107984573697682543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107984573697682543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/aprendi-valorizar-assim-ao-extremo.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-107976135967454180</id><published>2004-03-20T01:42:00.000-04:00</published><updated>2004-03-20T01:47:40.326-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Senhor Adir era um daqueles evangélicos ferrenhos, daqueles que não vai para a igreja apenas no domingo, mas sim quase todo dia depois do trabalho. Já fora milionário. Tinha sido dono de uma grande empresa de cogumelos, pioneira no Brasil, mas com a chegada dos cogumelos chineses no mercado quase foi á completa falência e começou a beber. Teve até sua chance de se reerguer financeiramente tornando-se sócio em uma promissora empresa de informática, mas na mesma medida em que o mercado de informática crescia, crescia também sua bebedeira. Bebeu de tudo: cerveja, vinho, vodka, cachaça, absinto, o carro, a casa e até sua posição de sócio na empresa. Perdeu tudo, mas continuava bebendo com o dinheiro dos familiares. Chegou a um ponto que nem a sua irmã, que gostava tanto dele, deixou-o morar mais com ela e teve que se alojar na rua e beber á base de esmolas. Mas as esmolas não eram suficientes para satisfazer seu fígado e começou a roubar. Depois de levar muitas facadas, porradas e dois tiros no mesmo pé, decidiu abdicar de algumas cachaças para comprar uma arma, só assim ganharia o bastante para sua sede de álcool. Ás vezes, durante alguns curtos períodos de sobriedade, arrependia-se do rumo que sua vida tinha tomado, mas logo esquecia de tudo entornando mais uma garrafa de cachaça.&lt;br /&gt;Eis que um dia Adir se depara com uma situação inusitada. Num ônibus, roubara um nordestino que havia acabado de receber o salário mínimo que salvaria sua família temporariamente, ao menos, da miséria total, mas nisso não havia nada de inusitado. O quê era, sim, inusitado foi o fato do nordestino ter ficado com tanto ódio do nosso assaltante Adir que sacou a peixeira e, mesmo sob a ameaça de uma pistola (que por sinal era virgem), a encravou no estômago de Adir que não teve opção senão seguir seu instinto e estourar aqueles olhos cheios de ódio. Pulou fora do ônibus e agonizou numa esquina entre uma assembléia de deus e uma casa lotérica.&lt;br /&gt;Da manhã seguinte não se lembra de quase nada, apenas que fora levado ao hospital por duas respeitáveis senhoras evangélicas, uma idosa dona de casa e outra jovem que não-coincidentemente trabalhava na casa lotérica ao lado do templo. Uma havia ido arrumar as cadeiras para o culto do dia e a outra havia simplesmente ido trabalhar e coincidentemente era evangélica.&lt;br /&gt;Foram as duas, Creuza e Irenilda(mais conhecida como Nilda), que se dedicaram a curar Adir não só fisicamente como espiritualmente. E foi assim que Adir virou evangélico. Parou de beber, arrumou um emprego virando rapidamente gerente já que ex-gerente era um homem que dedicou-se a beber mais e mais, e casou-se com a jovem, bonita e respeitável Nilda tendo com ela um filho com o nome de Fausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; CONTINUA&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-107976135967454180?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107976135967454180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107976135967454180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/senhor-adir-era-um-daqueles-evanglicos.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6645244.post-107973069231081669</id><published>2004-03-19T17:11:00.000-04:00</published><updated>2004-03-19T17:37:03.186-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que é um blog afinal? Tenho visto tanta besteira ultimamente (na verdade não tenho visto nada ultimamente, mas o fato de não ver nada relacionado a blog por aí diminui em mil minha intolerância, ainda mais porquê futilidades e coisas teen da vida tem me irritado ultimamente) que não me senti nada estimulado a fazer nada agora que estou de volta á internet pra valer. Agora. o que é um blog afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me fizessem essa pergunta e se eu pudesse simplesmente explicar o blog dos meus sonhos (não necessariamente sendo meu) eu diria apenas que é um espaço onde as pessoas podem ser sinceras e verdadeiras sob a falsa impressão de que aquilo é um diário ou afins, quando na verdade só é um diário mesmo se você é um exibicionista do caralho (que creio ser a maioria da população). Então o quê ocorre na maioria dos casos? As pessoas fazem blogs pra dizer umas futilidades sem tamanho todo dia sem propósito algum, só pelo simples fato de informar aos outros "hoje acordei, escovei o dente, arrumei minha mochila e fui para a escola e encontrar os meus amigos(as) louco(as) pq so mt loko(a)!!" e esse tipo de coisa denigre estrondosamente a imagem dos blogs e de como eles poderiam ser aproveitados. Óbvio que mesmo assim ainda existem os melhores, mas mesmo eles ainda tem alguma coisa que me dá certa repugnância. São poucos os quê eu realmente gosto ou já gostei, muito poucos. Dessa vez promete que farei uma lista bem seleta de blogs favoritos e se for pra ficar sem nenhum, ou com dois assim será, porquê apesar de saber que o sistema de comentários e divulgação dos blogs é uma grande troca dessa vez faço muito pouca questão que pessoazinhas leiam e comente. É o que eu sempre dizia, mas nunca levei muito a cabo, "Mais vale 3 comentários de pessoas legais do quê 20 de pessoas idiotas" que aliás normalmente deixam um negócio tipo "Passei no seu, agora passe no meu".&lt;br /&gt;Enfim, meu propósito nunca foi começar o blog com um post pseudo-revoltado, só queria ditar pra mim mesmo os limites nos quais pretendo me ater.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6645244-107973069231081669?l=janjas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107973069231081669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6645244/posts/default/107973069231081669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janjas.blogspot.com/2004/03/o-que-um-blog-afinal-tenho-visto-tanta.html' title=''/><author><name>J.J</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
